Livre-arbítrio e Responsabilidade

O livre-arbítrio é a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta – As Leis Morais – Rodolfo Calligaris

O livre-arbítrio, é a condição básica para que a pessoa programe a sua vida e construa o seu futuro entendendo, porém, que os direitos, limitações e capacidades individuais devem ser respeitados pelas regras da vida em sociedade.

Deus nos deu a liberdade e o livre-arbítrio como instrumentos de felicidade. A liberdade nos é concedida para que possamos ter uma visão mais lúcida de nós mesmos e das demais pessoas, de forma a discernir que papel devemos exercer na sociedade, quais são os nossos limites e possibilidades, assim como os dos semelhantes. Continuar lendo

Informações Gerais de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

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Números apetitosos

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Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 1,600 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 4 747s cheios.

Em 2010, escreveu 91 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 280 artigos. Fez upload de 142 imagens, ocupando um total de 13mb. Isso equivale a cerca de 3 imagens por semana.

The busiest day of the year was 21 de novembro with 35 views. The most popular post that day was Resignação e Resistência.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram pt-br.wordpress.com, stumbleupon.com, WordPress Dashboard, google.com.br e tvrizor.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por natureza, jesus cristo, espiritos de luz, perispirito e paisagens

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Resignação e Resistência setembro, 2010

2

Causa das Aflições novembro, 2009

3

Amar os Inimigos fevereiro, 2010
1 comentário

4

A Parábola do Bom Pastor setembro, 2009

5

A Importância do Pensamento na Reunião Espírita setembro, 2009

Problemas do Mundo


Cap. VI – item 5
O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Terias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o mostro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução.”

Pelo Espírito de: BEZERRA DE MENEZES

Psicografia de: Francisco Cândido Xavier

Livro: O Espírito da Verdade

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

Nunca a Sós

Não te creias em abandono, por mais rude te pareça a solidão e por mais doridas as provas que hoje te dilaceram…

Ninguém que espunja em regime de esquecimento.

Na tua soledade, onde as noites te parecem mais cruas e as provações mais exigentes, alguém participa da tua angústia acompanhando as penas que te convidam a reflexões profundas e diferentes.

Gostarias de privar, novamente, das primaveras abençoadas e ridentes em que os júbilos se te agasalhassem no coração, falando-te de sorrisos e de novas ilusões, já que supões encontrar nas quimeras o presente ditoso da vida.

Acompanhas com a alma em mágoa o sorriso que transita pelos lábios do mundo e sentes no imo o travo de inquietude e desesperação.

Desejarias, como eles, volver ao tumulto das horas vazias…

Percebes que te falam de alegrias que já não podes fruir.

Tens a impressão de que a liberdade que experimentam constitui o verdadeiro licor da vida.

No entanto, pára, medita, modifica o conceito.

Eles não são ditosos quanto gostariam.

Na Terra todos nos encontramos em regime de recuperação, em ministério reeducativo.

Nosso Planeta não é, por enquanto, o decantado Éden, tampouco o refúgio exclusivo da amargura.

Dor é prova. Sofrimento é desafio. Solidão é bênção.

Os que ora se encontram com aparência de felicidade volverão… Os que transitam em dor se recuperam e retornarão…

Todos marchamos para a liberdade. Não te detenhas na lamentação.

Não os invejes, a esses equivocados sorridentes, àqueles ansiosos que ignoram o amor em profundidade ou aos que vagueiam na busca do nada.

São crianças espirituais. Ama, confia desde hoje e espera mais.

Quem O visse em extremo abandono, dilacerado, esquecido, os braços rasgados em duas traves toscas, o coração lancetado, o olhar baço pelas lágrimas de sangue, e a coroa de espinhos infectos na cabeça sublime, não diria que Ele era o Governador da Terra e que, por amor, trocara as estrelas rutilantes pelas sombras do mundo, a fim de tornar-se para os tristes e confiantes, os sofridos e amantes uma via-láctea de redenção, pelos rumos do Infinito.

Confia nEle, alma sofrida, e não sofras mais, não te desesperes, nem te creias a sós.

Pelo Espírito de: Joanna de Ângelis

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

Irresponsabilidade

Somos nós mesmos que fazemos os nossos caminhos e depois os denominamos de fatalidade.

Não é coerente que cada um de nós trabalhe para alcançar a própria felicidade? Não é lógico que devemos nos responsabilizar apenas por nossos atos? Não nos afirma a sabedoria do Evangelho que seríamos conhecidos, exclusivamente, pelas nossas obras?

Fazer os outros seguros e felizes é missão impossível de realizar, se acreditarmos que depende unicamente de nós a plenitude de sua concretização. Se assim admitimos, passamos, a partir então, a esperar e a cobrar retribuição; em outras palavras, a reciprocidade. Não seria mais fácil que cada um de nós conquistasse sua felicidade para que depois pudesse desfrutá-la, convivendo com alguém que também conquistou por si mesmo? Qual a razão de a ofertarmos aos outros e, por sua vez, os outros a concederem a nós? Por certo, só podemos ensinar ou partilhar o que aprendemos.

Assim disse Pedro, o apóstolo: “Não tenho ouro nem prata; mas o que tenho, isso te dou.”

Dessa maneira, vivemos constantemente colocando nossas necessidades em segundo plano e, ao mesmo tempo, nos esquecendo de que a maior de todas as responsabilidades é aquela que temos para com nós mesmos.

Os acontecimentos exteriores de nossa vida são os resultados direta de nossas atitudes internas. A princípio, podemos relutar para assimilar e entender esse conceito, porque é melhor continuarmos a acreditar que somos vítimas indefesas de forças que não estão sob o nosso controle. Efetivamente, somos nós mesmos que fazemos os nossos caminhos e depois os denominamos de fatalidade.

“Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme ao sentido que se dá a este vocábulo? (…) são predeterminados? E, neste caso, que vem a ser do livre-arbítrio?”, pergunta Kardec aos Semeadores da Nova Revelação. E eles respondem: “A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar (…) Escolhendo-a, instituiu para si uma espécie de destino…”

É inevitável para todos nós o fato de que vivemos, invariavelmente, escolhendo. A condição primordial do livre-arbítrio é a escolha e, para que possamos viver, torna-se indispensável escolher sempre. Nossa existência se faz através de um processo interminável de escolhas sucessivas.

Eis aqui um fato incontestável da vida: o amadurecimento do ser humano inicia-se quando cessam suas acusações ao mundo.

Entretanto, há indivíduos que se julgam perseguidos por um destino cruel e censuram tudo e todos, menos eles mesmos. Recusam, sistematicamente, a responsabilidade por suas desventuras, atribuindo a culpa às circunstâncias e às pessoas, bem como não reconhecem a conexão existente entre os fatos exteriores e seu comportamento mental. No íntimo, essas pessoas não definiram limites em seu mundo interior e vivem num verdadeiro emaranhado de energias desconexas. Os limites nascem das nossas decisões profundas sobre o que acreditamos ser nossos direitos pessoais.

Nossas demarcações estabelecem nosso próprio território, cercam nossas forças vitais e determinam as linhas divisórias de nosso ser individual. Há um espaço delimitado onde nós terminamos e os outros começam.

Algumas criaturas aprenderam, desde a infância, o senso dos limites com pais amadurecidos. Isso os mantém firmes e saudáveis dentro de si mesmas. Outras, porém, não. Quando atingiram a fase adulta, não sabiam como distinguir quais são e quais não são suas responsabilidades. Muitas construíram muros de isolamento que as separaram do crescimento e da realização interior, ou ainda paredes com enormes cavidades que as tornaram suscetíveis a uma confusão de suas emoções com as de outras pessoas.

Limites são o portal dos bons relacionamentos. Têm como objetivo nos tornar firmes e conscientes de nós mesmos, a fim de sermos capazes de nos aproximar dos outros sem sufocá-los ou desrespeitá-los. Visam também evitar que sejamos constrangidos a não confiar em nós mesmos.

Ser responsável implica ter a determinação para responder pelas conseqüências das atitudes adotadas.

Ser responsável é assumir as experiências pessoais, para atingir uma real compreensão dos acertos e dos desenganos.

Ser responsável é decidir por si mesmo para onde ir e descobrir a razão do próprio querer.

Não existem “vítimas da fatalidade”; nós é que somos os promotores do nosso destino. Somos a causa dos efeitos que ocorrem em nossa existência.

Aceitar o princípio da responsabilidade individual e estabelecer limites descomplica nossa vida, tornando-os cada vez mais conscientes de tudo o que acontece ao nosso derredor.

Escolhendo com responsabilidade e sabedoria, poderemos transmutar, sem exceção, as amarguras em que vivemos na atualidade. A auto-responsabilidade nos proporcionará a dádiva de reconhecer que qualquer mudança de rota no itinerário de nossa “viagem cósmica” dependerá, invariavelmente, de nós.

Espírito: HAMMED

Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec

www.luzdoespiritismo.blogger.com.br
Grupo de Estudos Allan Kardec

Inveja 1ª Parte

O invejoso é inseguro e supersensível, irritadiço e desconfiado, observador minucioso e detetive da vida alheia até a exaustão, sempre armado e alerta contra tudo e todos.

A inveja sempre foi uma emoção sutilmente disfarçada em nossa sociedade, assumindo aspectos ignorados pela própria criatura humana. As atitudes de rivalidade, antagonismo e hostilidade dissimulam muito bem a inveja, ou seja, a própria “prepotência da competição”, que tem como origem todo um séqüito de antigas frustrações e fracassos não resolvidos e interiorizados.

O invejoso é inseguro e supersensível, irritadiço e desconfiado, observador minucioso e detetive da vida alheia até a exaustão, sempre armado e alerta contra tudo e todos. Faz o gênero de superior, quando, em realidade, se sente inferiorizado; por isso, quase sempre deixa transparecer um ar de sarcasmo e ironia em seu olhar, para ocultar dos outros seu precário contato com a felicidade.

Acreditamos que, apesar de a inveja e o ciúme possuírem definições diferentes, quase sempre não são diferenciadas ou corretamente percebidos por nós. As convenções religiosas nos ensinaram que jamais deveríamos sentir inveja, pelo fato de ela se encontrar ligada à ganância e à cobiça dos bens alheios. Em relação ao ciúme, os padrões estabeleceram que ele estaria, exclusivamente, ligado ao amor. É por isso que passamos a acreditar que ele é aceitável e perfeitamente admissível em nossas atitudes pessoais.

Analisando as origens atávicas e inatas da evolução humana, podemos afirmar que a emoção da inveja não é uma necessidade aprendida. Não foi adquirida por experiência nem por força da socialização, mas é uma reação instintiva e natural, comum a qualquer criatura do reino animal. O agrado e carinho a um cão pode provocar agressividade e irritação em outro, por despeito.

Nos adultos essas manifestações podem ser disfarçadas e transformadas em atos simulados de menosprezo ou de indiferença. Já as crianças, por serem ingênuas e naturais, mordem, batem, empurram, choram e agridem.

A inveja entre irmãos é perfeitamente normal. Em muitas ocasiões, ela surge com a chegada de um irmão recém-nascido, que passa a obter, no ambiente familiar, toda atenção e carinho. Ela vem à tona também nas comparações de toda espécie, feitas pelos amigos e parentes, sobre a aparência física privilegiada de um deles. Muitas vezes, a inveja manifesta-se em razão da forma de tratamento e relacionamento entre pais e filhos. Por mais que os pais se esforcem para tratá-los com igualdade, não o conseguem, pois cada criança é uma alma completamente diferente da outra. Em vista disso, o modo de tratar é consequentemente desigual, nem poderia ser de outra maneira, mas os filhos se sentem indignados com isso.

A emoção da inveja no adulto é produto das atitudes internas de indivíduos de idade psicológica bem inferior à idade cronológica, os quais, embora ocupem corpos desenvolvidos, são verdadeiras almas de crianças mimadas, impotentes e inseguras, que querem chamar a atenção dos maiores no lar.

O Mestre de Lyon interroga as Vozes do Céu: “Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas? E elas, com muita sabedoria, informam: “…Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade (…) São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja…”

A necessidade de poder e de prestígio desmedidos que encontramos em inúmeros homens públicos nas áreas religiosa, política, profissional, esportiva, filantrópica, de lazer e outras tantas, deriva de uma “aspiração de dominar” ou de um “sentimento de onipotência”, com o que tentam contrabalançar emocionalmente o complexo de inferioridade que desenvolveram na fase infantil.

Encontramos esses indivíduos, aos quais os Espíritos se reportam na questão acima, nas lutas partidárias, em que, só aparentemente, buscam a igualdade dos “direitos humanos”, prometem a “valorização da educação”, asseguram a melhoria da “saúde da população” e a “divisão de terras e rendas”. Sem ideais alicerçados na busca sincera de uma sociedade equânime e feliz, procuram, na realidade, compensar suas emoções de inveja mal elaboradas e guardadas desde a infância, difícil e carente, vivida no mesmo ambiente de indivíduos ricos e prósperos.

Tanto é verdade que a maioria desses “defensores do povo”, quando alcança os cumes sociais e do poder, esquece-se completamente das suas propostas de justiça e igualdade.

Eis alguns sintomas interiorizados de inveja que podemos considerar como dissimulados e negados:

– perseguições gratuitas e acusações sem lógica ou fantasiadas;

– inclinações superlativas à elegância e ao refinamento, com aversão à grosseria;

– insatisfação permanente, nunca se contentando com nada;

– manifestação de temperamento teatral e pedantismo nas atitudes;

– elogios afetados e amores declarados exageradamente;

– animação competitiva que leva às raias da agressividade;

O caráter invejoso conduz o indivíduo a uma imitação perpétua à originalidade e criação dos outros e, como conseqüência lógica, à frustração. Isso acarreta uma sensação crônica de insatisfação, escassez, imperfeição e perda, além de estimular sempre uma crescente dor moral e prejudicar o crescimento espiritual das almas em evolução.

Espírito: HAMMED

Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

Inveja 2ª Parte

Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro.

Se tivermos o hábito de investigar nossos comportamentos autodestrutivos e fizermos uma análise desses antecedentes históricos em nossa vida, poderemos, cada vez mais, compreender o porquê de permanecermos presos em certas áreas prejudiciais à nossa alegria de viver.

Esses comportamentos infelizes a que nos referimos não são apenas as atitudes evidentemente desastrosas, mas os diminutos atos cotidianos que podem passar como aceitáveis e completamente admissíveis. Entretanto, tais atos são os grandes perturbadores de nossa paz interior.

Muitos indivíduos não se preocupam em estudar as raízes de seus comportamentos rotineiros, porque acreditam que, para despender um enorme sacrifício. Sendo assim, preferem permanecer apegados aos antigos costumes, utilizando-se dos preconceitos e de crenças distorcidas, sem se darem conta de que estes são as matrizes de seus pontos vulneráveis.

Para afastar todo e qualquer anseio de transformação interior, utilizam-se de um processo psicológico denominado “racionalização” – artifício criado para desviar a atenção dos “verdadeiros motivos” das atitudes e ações – para se verem livres das “crises de consciência”, procurando assim justificar os fatos inadequados de suas vidas.

Somente alteraremos nossos atros e atitudes doentias quando tomarmos plena consciência de que são eles as raízes de nossas perturbações emocionais e dos inúteis desgastes energéticos. É examinando nosso dia-a-dia à luz das escolhas que fizemos ou que deixamos de fazer é que veremos com clareza que somos, na atualidade, a “soma integral” de nossas opções diante da vida.

Os indivíduos que possuem o hábito da critica destrutiva estão, em verdade, dissimulando outras emoções, talvez a inveja ou mesmo o despeito. Existem posturas efetuadas tão costumeiramente e que se tornam tão imperceptíveis que poderíamos denominá-las “atitudes crônicas”.

A inveja é definida como sendo o desejo de possuir e de ser o que os outros são, podendo tornar-se uma atitude crônica na vida de uma criatura. É uma forma de cobiça, um desgosto em face da constatação da felicidade e superioridade de outrem.

Observar a criatura sendo, tendo, criando e realizando provoca uma espécie de dor no invejoso, por ele não ser, não ter, não criar e não realizar. A inveja leva, por conseqüência, à maledicência, que tem por base ressaltar os equívocos e difamar; assim é a estratégia do depreciador: “Se eu não posso subir, tento rebaixar os outros; assim, compenso meu complexo de inferioridade”.

A inveja nasce quase sempre por nos compararmos constantemente com os outros. Nessa comparação, o homem desconhece o fato de sua singularidade, possuidor de expressões íntimas completamente diferente das dos outros seres. É verdade, porém, que possuímos algumas semelhanças e características comuns com outros homens, mas, em essência, somos almas criadas em diferentes épocas pelas mãos do Criador e, por isso, passamos por experiências distintas e trazemos na própria intimidade missões peculiares.

Anormalidade, normalidade, sobre naturalidade e paranormalidade são de fato catalogações da incompreensão humana alicerçadas sobre as chamadas comparações.

A ausência do amadurecimento espiritual faz com que rotulemos, de forma humilhante e pretensiosa, os credos religiosos, a heterogeneidade das raças, os costumes de determinados povos, as tendências sexuais diferentes, os movimentos sociais inovadores, as decisões, o comportamento, o sucesso dos outras e muitas coisas ainda. Tudo isso ocorre porque não conseguimos digerir com ponderação a grandeza do processo evolutivo agindo de forma diversificada sob as leis da Natureza.

O autêntico impulso natural quer que sejamos simplesmente nós mesmos. Não faz parte dos impulsos inatos da alma humana a pretensão de nos considerarmos melhor que as outras pessoas. O que devemos fazer é admirar-nos como somos, é respeitar nossas diferenças e reconhecer nossos valores.

O extraordinário educador Rivail questiona os Mensageiros do amor: “Os Espíritos inferiores compreendem a felicidade do justo?”. E eles respondem com notável orientação: “… isso lhes é suplício, porque compreendem que estão dela privados por sua culpa…”

A inveja é o extremo oposto da admiração. É uma ferramenta cômoda que usamos sempre que não queremos assumir a responsabilidade por nossa vida. Ela nos faz censurar e apontar as supostas falhas das pessoas, distraindo-nos a mente do necessário desenvolvimento de nossas potencialidades interiores. Em vez de nos esforçarmos para crescer e progredir, denegrimos os outros para compensar nossa indolência e ociosidade.

Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro.

A inveja e a censura nascem da auto-rejeição que fazemos conosco, justamente por não acreditarmos em nossos potenciais evolutivos e por procurarmos fora de nós as explicações de como deveremos sentir, pensar, falar , fazer e agir, ora dando uma importância desmedida aos outros, ora tentando convencê-los a todo custo de nossas verdades.

Espírito: HAMMED

Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

Confiança

Não há criatura alguma que possa viver sem confiança.
Ela marca a certeza naquilo que deveremos alcançar.
A confiança nasce da fé, que tranqüiliza os nossos corações nas lutas de cada dia.
Se desejas confiar em alguma coisa, basta confiar em ti mesmo.
No entanto, para que essa fé em ti mesmo te dê uma garantia, é preciso a aquisição de outras virtudes, que deverás conquistar no universo do teu mundo interno.
A fé não se compra nem se toma emprestada, como fazes com as coisas exteriores.
O preço dela é representado por atribuições dos valores espirituais.
A fé verdadeira nasce na tranqüilidade da consciência.
Se esta não te acusa, é porque estás indo bem nas linhas da existência e, de momento a momento, a luz da fé começa a iluminar a tua mente e empenhar-se com o coração, em uma jornada de entendimento.
A conquista da fé não é tão fácil como se pensa.
Ela vibra no seio de muitas virtudes e esplende nos sentimentos de quem ama o próximo como a si mesmo, sem esquecer de amar a Deus sobre todas as coisas.
Certamente que não agradamos todas as criaturas com quem convivemos. Não obstante, devemos ter cuidado na comunicação com os nossos irmãos em roteiro, observando os seus comportamentos e as suas necessidades, fazendo o que pudermos para ajudá-los, sem a exigência comum nos círculos onde habita a ignorância.
Meu irmão, confia nas tuas próprias forças e trabalha dentro do teu mundo interno, no silêncio que te pedir a vida reta, que esse aprimoramento dar-te-á muita paz e uma consciência que não se perturba com simples problemas.
A certeza do êxito diante de problemas a serem enfrentados não é somente para o religioso. É para todos os trabalhos a que nos dispomos realizar, desde as idéias formadas na mente, aos campos onde as sementes devem ser depositadas, para que os frutos apareçam para saciar a fome, prover as vestes e o próprio conforto.
Deves adereçar, de quando em vez, os próprios sentimentos, buscando no fundo da consciência o condão da fé, para sentires e veres se está posicionado na direção do Amor.
Confere, sim, as tuas forças, em todos os sentidos e, principalmente no que tange ao perdão.
Será que a tua capacidade de perdoar está alerta em condições de esquecer as faltas ante aqueles que te ferem?
Será que não existem dúvidas em ti, no que se refere às coisas espirituais? Deves fazer tal avaliação, para que a tua fé verdadeira te permita viveres em paz dentro de ti mesmo.
Observa a vida que levas, para não alimentares ilusões nem fortificares mentiras.
Existem pessoas que confiam tanto em si mesmas, que acabam atrofiando a razão, colocando em desespero a própria vida.
Não pode existir confiança sem discernimento.
É para isso que temos raciocínio e, ainda mais, o Evangelho, para que possamos selecionar, com o Cristo, as nossas atitudes.
A fé deve ser iluminada com a Sabedoria e consubstanciada no Amor.
Entre todas as ciências, a mais difícil de ser conhecida é a ciência interna, é o autoconhecimento, aquele que nos retribuirá com a felicidade.
Confiemos muito, mas eduquemo-nos mais, que o Cristo fará o resto por nós.

Pelo Espírito de: Lancellin
Psicografia de: João Nunes Maia
Livro: Cirurgia Moral

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

A Candeia Viva



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"Ninguém acende a candeia e a 

coloca debaixo do módio, mas no velador,
e assim alumia a todos os que
estão na casa." - Jesus.(Mateus,5,15)
                               
                                                     

Muitos aprendizes interpretaram semelhantes palavras do Mestre como apelo à pregação sistemática, e desvairaram-se através de veementes discursos em toda a parte. Outros admitiram que o Senhor lhes impunha a obrigação de violentar os vizinhos, através de propaganda compulsória da crença, segundo o ponto de vista que lhes é particular.

Em verdade o sermão edificante e o auxílio fraterno são indispensáveis na extensão dos benefícios divinos da fé.

Sem palavra, é quase impossível a distribuição do conhecimento. Sem o amparo irmão, a fraternidade não se concretizará no mundo.

A assertiva de Jesus, todavia, atinge mais além.

Atentemos para o símbolo da candeia. A claridade da lâmpada consome força ou combustível.

Sem sacrifícios da energia ou do óleo não há luz.

Para nós, aqui, o material de manutenção é a possibilidade, o recurso, a vida.

Nossa existência é a candeia viva.

É um erro lamentável despender nossas forças, sem proveito para ninguém, sob a medida de nosso egoísmo, de nossa vaidade ou de nossa limitação pessoal.

Coloquemos nossas possibilidades ao dispor dos semelhantes.

Ninguém deve amealhar as vantagens da experiência terrestre somente para si. Cada Espírito provisoriamente encarnado, no círculo humano, goza de imensas prerrogativas, quanto à difusão do bem, se persevera na observância do Amor Universal.

Prega, pois, as revelações do Alto, fazendo-as mais formosas e brilhantes em teus lábios: insta com parentes e amigos para que aceitem as verdades imperecíveis; mas, não olvides que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de ti mesmo.

Transforma as tuas energias em bondade e compreensão redentoras para toda gente, gastando, para isso, o óleo de tua boa vontade, na renúncia e no sacrifício, e a tua vida, em Cristo, passará realmente a brilhar.

Site: Centro Espirita Seara dos Pobres

Francisco Cândido Xavier

A Paz Interior


Muitos de nós a procuramos incessantemente. Muitos alocam esforços incomensuráveis para atingi-la. Não medem sacrifícios em busca daquilo que acreditam piamente e que possam lhes proporcionar um estado de graça semelhante ao encontrado nos religiosos reclusos. <!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Wingdings; panose-1:5 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:2; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:0 268435456 0 0 -2147483648 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoTitle, li.MsoTitle, div.MsoTitle {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Secti

Muito se faz e se investe em busca disso. Na verdade, sem definir exatamente o que queremos atingir – nosso objetivo, nosso alvo – nada conseguiremos. Gastaremos munição, tempo, dinheiro, paciência, e nada obteremos se não definirmos muito bem o que queremos. Quantas e quantas pessoas nos dizem que estão exaustas até de procurarem um estado de paz interior e seus esforços têm sido em vão. Pequenas melhoras conseguidas e nada mais. Na verdade, não sabem exatamente o que querem, nem como procurar, pois, se não sabem definir o que almejam, como é que poderão alcançar?! Não é verdade? Se não temos um alvo a atingir, de que adiantará gastarmos munição, pois ela se esgotará e ficaremos de mãos vazias. Não é isso que geralmente acontece?

A sensação de Paz Interior é decorrente de nossa harmonização interior. Harmonizar nossos pensamentos, sentimentos, vontades, impulsos, rompantes, amores … são nossos alvos a perseguir. À medida que avançamos nesses processos, experimentamos novas sensações, novos sentimentos de amor, bondade, perdão – êta palavrinha difícil – que por si só nos realimentam de motivação para a vida, para o querer auto-conhecer-se cada vez mais.

E os conflitos, os remorsos, aquelas coisas não resolvidas e as mal resolvidas? São focos de desarmonias interiores, de desamores, inquietações, vazios no peito, dores nas costas, no estômago, lembranças do passado, sensações de estar sendo observado, corrimentos, frigidez, síndromes, desarmonias sexuais, medos os mais variados possíveis, … … . É esse o nosso dia a dia! É isso que precisamos trabalhar, melhorar aos pouquinhos. E à medida que vamos obtendo os resultados iniciais, crescem exponencialmente nossas expectativas!

Queremos nosso crescimento, porém, para que isso ocorra, temos que preencher os pré-requisitos necessários para a completa harmonização. Me fez lembrar os 10 Mandamentos. Iniciar por aí, quero crer que seja um bom começo. Perdoar 70 x 7 vezes, também, é um promissor início!

Pessoas acorrem ao consultório pedindo orientação de como proceder para ter paz. Paz Interior. Muitas até já construíram suas vidas. Já realizaram suas necessidades materiais. Até seus desejos emocionais. Mas, falta-lhes algo. Algo que não puderam ainda encontrar, apesar de terem andado e visitado tantos e tantos lugares, os mais longínquos até.

Costumo orientar algumas ferramentas no sentido de encaminhar essas pessoas para um início, vamos dizer assim. Cada ser é um ser individual. As necessidades podem ser as mesmas, porém, têm que obedecer, necessariamente, ao aspecto individual. Ninguém é igual ao outro. Não é mesmo? Se não conseguirmos detectar, visualizar, identificar as características intrínsecas de cada um, dificilmente trilharemos o caminho mais curto. Certamente esse piso não será totalmente asfaltado, de boa qualidade, mas sim, com trechos sem asfalto, esburacados, em abundância.

Olhar para dentro de si. Escutar-se. Ouvir a voz interior. Não é tarefa fácil. Requer muita perspicácia, paciência, grande motivação. Alguém já disse que o vencedor é aquele que não desiste jamais.

Como disse, algumas ferramentas nos ajudam na busca incessante da Paz Interior:

  • Leituras Explicativas: de fácil absorção, do tipo auto-ajuda. Há inúmeros títulos que nos propiciam caminhos vários para o equilíbrio emocional, equilíbrio espiritual, as respostas de nossos por quês. Os reason why!

  • Minuto de Silêncio: é o que sempre aconselho e oriento as pessoas. Um minutinho apenas de seu dia, porém, se possível, todos os dias, no mesmo local e no mesmo horário. Chamar seus anjos de guarda, seus protetores espirituais e seus amigos espirituais. Rezar uma oração com bastante fervor. Aquietar a tagarelice de sua mente – sei que não é fácil, porém só se consegue com persistência – e escutar o silêncio. Seus canais começam a abrirem-se, Você oportuniza que aquelas pessoas chamadas, realizem seu trabalho. As condições básicas, os pré-requisitos fundamentais foram executados. Esse exercício diário, proporcionará a limpeza de suas auras, de seus chacras, inclusive a harmonização deles. Ou seja, Você passará a reunir condições adequadas de trabalho para que seus Amigos o conduzam paulatinamente ao caminho da Paz Interior.

Paralelamente, Você estará assumindo compromissos com outros procederes, como por exemplo, as Leituras Explicativas e algumas das demais ferramentas aqui mencionadas.

  • Orações: o exercício freqüente proporciona a ligação com o Criador. Não sabemos aquilatar o beneficio real da prece rezada com fervor, reverência, respeito sublime. Tanto para o caso de pedirmos algo, como, e às vezes até esquecemos, no caso de agradecermos alguma coisa recebida ou não.

  • Pensamentos Elevados: alguém já disse que somos o que pensamos. O pensamento atrai. Tem vida. Direciona nosso caminhar. Emitimos ondas, à velocidade superior à da luz. É uma poderosa arma a emissão de pensamentos. Ignoramos. Não percebemos, nem sequer a praticamos, pelo menos a maioria de nós. O padrão vibratório de nossos pensamentos possibilitará a acessibilidade mais rápida ou não à nossa Paz Interior. Selecionando e retirando nosso lixo emocional de nossos pensamentos, realizando essa assepsia, passaremos a pensar mais elevadamente, teremos um campo mental mais sadio, menos poluído, mais proveitoso, o que contribuirá, e muito, para aproximações salutares, de irradiações maravilhosas, que compartilharão conosco todo esse bem estar. À medida que nos higienizamos, reunimos maiores e melhores condições para nossa harmonização interior, para nosso equilíbrio emocional, para nosso bem estar. Alguém já disse que a Luz Divina nunca teve apagões, porém, nossas lâmpadas é que às vezes encontram-se queimadas. Falta de manutenção preventiva, com certeza!

  • Caridade: isso mesmo. Muitos de nós alegamos que não temos jeito para darmos um prato de sopa, de comida na rua. Mas caridade não resume-se apenas nisso. É muito mais do que isso. Isso de dar um trocado a alguém que realmente precise é caridade, porém, de um modo bastante superficial. Devemos ofertar caridade com serviços concretos de auxilio ao próximo. Ajudar a quem necessita, de forma ativa, responsável. Compromisso assumido. Formal. A ajuda esporádica auxilia, sem sombra de duvida. Mas queremos receber sempre. Se possível, diariamente. Doar-se, entregar-se, ajudar a quem precisa, retribuir, pelo menos em parte aquilo que tanto queremos receber, nem pensar. Não na mesma hora, na mesma intensidade. Daí, a necessidade de ser algo formal. Assumir compromissos. Voluntariado é um exemplo. Fazendo o melhor, seremos melhores. Sendo melhores, reuniremos as condições, os pré-requisitos para trilharmos o caminho mais rapidamente possível.

Sem dúvida alguma, trata-se de uma nova postura de vida. A Sabedoria Divina somente nos agraciará, se formos merecedores. Temos que fazer por onde. Trocando nossas lâmpadas queimadas, nos despoluindo, buscando um pouco mais de informações a respeito nas leituras explicativas, agregando os benefícios do Minuto de Silencio, reuniremos condições ideais e permissivas para paulatinamente obtermos a Paz Interior.



Autor: Eduardo Melo Valente

Site: Centro Espirita Seara dos Pobres



Senhor, Ajuda-me a Calar



Coletânea de Pensamentos e Versos <!– @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } —Senhor, ajuda-me a calar:

Calar nas horas de aborrecimento.

Calar na luta.

Calar na solidão.

Calar na calúnia.

Calar na saudade.

Calar na dor.

Calar… calar sempre, Senhor!

Senhor, ajuda-me a calar:

Calar quando o orgulho me impele a defender-me.

Calar quando o comodismo reclama mais conforto.

Calar quando os sentidos ressoam as notas do prazer.

Calar quando a noite chega.

Calar quando todos me esquecem.

Calar quando ninguém me sorri.

Calar quando o amigo desaparece.

Calar quando falta amizade.

Calar quando chora o coração.

Calar quando falta o amor.

Calar… calar sempre, Senhor!

Senhor, ajuda-me a cala:

Calar diante de quem me persegue.

Calar diante da indiferença.

Calar diante da incompreensão.

Calar diante do tormento.

Calar diante do outro.

Calar diante de mim mesmo.

Calar… calar sempre, Senhor!

Senhor, ajuda-me a calar.

Como é Duro, Senhor

Como é duro chorar e ter que sorrir!
Como é duro mostrar alegria na dor!
Como é duro ter que andar mesmo sem forças, sempre a tropeçar!
Como é duro carregar a cruz na escuridão, sem tua luz!
Como é duro olhar o jardim sem flor!
Como é duro buscar rosas e encontrar espinhos!
Como é duro dizer não com vontade de dizer sim e sim com vontade de dizer não!
Como é duro encontrar-se na solidão, sem ouvir a voz de um irmão.
Como é duro estar em perigo e ver longe o bom amigo!
Como é duro buscar e não achar!
Como é duro ter que esquecer quando se gostaria de lembrar!
Como é duro lembrar quando se quer esquecer!
Como é duro ver ruir todo o que custou construir!
Como é duro calar, quando se tem tanto a dizer!
Como é duro sofrer, Senhor!
Sim, é duro sofrer. Mas, coragem! Cristo sofreu infinitamente mais do que nós sofremos e entende o nosso sofrimento. E jamais devemos esquecer que Cristo estará sempre ao nosso lado para sempre em todos os momentos.