Humildade e Orgulho

Resultado de imagem para humildade e orgulho

O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos.  E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca:  as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida:  a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento.  Nada mais possuindo senão isso chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas.  Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.

O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição.  Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer.  Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes. Continuar lendo

Caridade

image

Como devemos compreender a caridade?

Caridade é uma das formas de manifestação do amor. Este, o mais sublime sentimento da criatura, não pode permanecer embutido em nosso íntimo; precisa ser desenvolvido e demonstrado, pois do contrário converter-se-á em egoísmo, que é o amor a si mesmo. Sempre que exteriorizamos o amor, somos imediatamente abençoados pelo Amor Divino, que nos envolve nas graças da alegria, do bem-estar e da paz de consciência. Se recebemos o que damos, doando amor verdadeiro naturalmente estamos em condições de receber o amor do próximo.

Portanto, em relação à caridade, o primeiro pensamento que devemos ter é o de que a sua prática é um bem que fazemos a nós mesmos, embora o necessitado possa ser beneficiado com a nossa ação positiva. É que este de qualquer maneira receberia a ajuda, pois Deus sempre dá a cada um o que merece para a sua felicidade. Bendita a oportunidade que o Pai nos concede de praticar o bem, porque assim crescemos de encontro à felicidade. Continuar lendo

Pense em Mim

Se você me ama, não chore.

Se você conhecesse o mistério insondável do céu onde me encontro…

Se você pudesse ver e sentir o que eu sinto e vejo nesses horizontes sem fim e nesta luz que, tudo alcança e penetra, você jamais choraria por mim.

Estou agora absorvido pelo encanto de Deus, pelas suas expressões de infinita beleza.

Em confronto com esta nova vida, as coisas do tempo passado, são pequenas e insignificantes.

Conservo ainda todo o meu afeto por você e uma ternura que jamais lhe pude, em verdade, revelar.

Amamo-nos ternamente em vida, mais tudo era então muito fugaz e limitado.

Vivo na serena expectativa de sua chegada, um dia … entre nós.

Pense em mim assim: nas suas lutas pense nesta maravilhosa morada, onde não existe a morte e onde, juntos, viveremos no enlevo mais puro e mais intenso, junto à fonte inesgotável da alegria e do amor.

Se você verdadeiramente me ama, não chore mais por mim.

“EU ESTOU EM PAZ”

EP – Momentos -80

Fonte:  Site A Jornada



Espelhos da Alma


Quando somos jovens, geralmente temos uma boa relação com o espelho. Paramos diante dele e nos olhamos de corpo inteiro e por todos os

ângulos.

Temos mais coragem de nos observar, de enfrentar possíveis desajustes físicos, e o futuro está a nosso favor.

Somos mais flexíveis, desarmados, versáteis, e mais dispostos às mudanças. Gostamos de trocar opiniões e acatamos idéias novas com facilidade.

Nossa alma, tanto quanto nosso corpo está em constante transformação. Estamos sempre à procura de novos significados para velhas idéias.

Com o passar do tempo, vamos evitando espelhos que reflitam nosso corpo por inteiro.Procuramos aqueles que mostrem apenas do pescoço para cima.

Fugimos da nossa aparência, por não gostar dela ou porque ainda desejamos ver refletido aquele corpo jovem, a cabeleira abundante, a pele lisa e brilhante.

E porque não gostamos da nossa imagem, fugimos do espelho, como se isso resolvesse o nosso problema. Assim também acontece com as questões da alma.

Quando somos jovens temos coragem de refletir sobre nossas atitudes, gostamos de aprender coisas novas e estamos dispostos a enfrentar desafios.

Buscamos respostas para nossas dúvidas e não tememos as críticas, por entender que elas nos ajudam a crescer. Mas quando as gordurinhas do comodismo vão se acumulando em nossa alma começamos a fugir de espelhos que nos mostrem tal qual somos.

As idéias vão se cristalizando e não temos mais tanta disposição para reciclar as nossas memórias.

Posicionamo-nos numa área de conforto e nos deixamos levar pelas circunstâncias, sem tantos esforços.

Para muitos é como se uma influência paralisante lhes tomasse de assalto. Não se interessam mais pelo conhecimento, nem por fazer novas amizades ou cuidar um pouco do corpo e da saúde.

Esquecidos de que a sabedoria não está na espinha dorsal nem na pele jovem ou na basta cabeleira, entregam-se ao desânimo como se tivessem chegado ao fim da linha.

Não se dão conta de que enquanto estamos respirando é tempo de aprender e crescer, de fazer exercício e eliminar as gorduras indesejáveis.

Enquanto podemos contemplar o espelho físico, podemos nos observar e envidar esforços para corrigir o que julgamos necessário.

Enquanto a vida nos permite, devemos voltar o olhar para o espelho da consciência e ajustar o que seja preciso, para que fiquemos mais belos e mais sábios.

Arejar os pensamentos e reciclar as memórias infelizes que teimamos em arquivar nos escaninhos do ser.

Repensar conceitos, refazer idéias, rever atitudes e posturas.Só assim afastaremos o desejo constante de fugir do espelho, de fugir de nós mesmos, fingindo que somos felizes e mascarando a realidade.

Pense nisso e não lute contra a natureza, desejando segurar o tempo com as mãos.

Não deixe que a sua sabedoria se esconda nas rugas da pele nem perca o viço entre os cabelos brancos.

A beleza da sua alma é independente do corpo físico. A sua grandeza se reflete na sua forma de pensar, sentir e agir, e não na imagem projetada no espelho.

Pense nisso e observe-se de corpo e alma, por inteiro.Lembre-se de que cabe somente a você a decisão de assumir a realidade e modificá-la, quando, como e se julgar necessário.Pense nisso!

Pior do que estar insatisfeito com o corpo é a insatisfação com a própria consciência. Essa insatisfação lhe rouba a paz, a alegria, a vontade de crescer e ser feliz.

Por isso é importante lembrar que você pode modificar essa realidade quando desejar.

Basta investir na sua melhoria íntima arejando a mente, eliminando preconceitos e adquirindo conhecimentos que lhe tragam satisfação e paz de consciência.

Artigo retirado do site: Momento Espírita

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

Disciplina da Caridade

Milhões de pessoas se dedicam, na Terra, aos exercícios de aperfeiçoamento individual, em regime de solidão.

Internam-se em celas, rochas, casas e pousos agrestes; deitam-se sobre espinhos, maceram o próprio corpo, adotam posturas de auto-flagelação ou abraçam dietas de fome, procurando realizar a união com Deus, através de austeridades ascéticas.

Efetivamente, todos esses sistemas de auto-educação se erigem por estradas respeitáveis, cujo mérito não nos seria lícito sonegar.

Entretanto, com o Cristo, podemos esposar, onde estivermos a disciplina da cruz, melhorando a nós próprios e am­parando os outros.

Não teremos de enfrentar o jejum de sacrifício, mas seremos naturalmente chamados a severas restrições da alma com a renúncia ao apoio e ao afeto de seres queridos que nos reclamam abnegação e carinho para entenderem a vida com segurança. Não estaremos compelidos à reclusão nos ermos, no entanto, em muitos lances da existência, sofreremos ostracismo no próprio lar, exemplificando tolerância e devotamento. Não tentaremos repousar sobre pregos e espinhos, contudo, carregaremos na alma, bastas vezes, incompreensões e provas convertidas em estiletes invisíveis de angústia; e não nos veremos induzidos a exercícios que demandem tormentos corpóreos, mas, em muitos episódios do dia-a-dia, nos reconheceremos constrangidos ao esforço constante nas obras do bem, diante daqueles mesmos que nas agridem os melhores propósitos de elevação..

Se aspiras a encontrar libertação e burilamento, abraça a cruz de provas que a existência no mundo te oferece e, seguindo as rotas do Cristo, na disciplina da caridade, jornadearás sempre em caminho certo, porque o amor estará em ti e contigo, por fonte de vida e luz a brilhar.

Pelo Espírito de: Emmanuel

Psicografia de: Francisco Cândido Xavier

Reunião Pública da Comunhão Espírita Cristã – Uberaba – MG

Fonte: Reformador – Janeiro, 1975

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

Desenvolvendo a Boa Vontade

Lázaro, o Espírito autor da comunicação intitulada “A afabilidade e a doçura” incluída por Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, começa dizendo que a benevolência para com os semelhantes é fruto do amor ao próximo, e que se manifesta na afabilidade e na doçura, desde que sejam sinceras, nascidas no coração, e não pinceladas como uma camada superficial de verniz.

Gostar das pessoas, aceitá-las e compreendê-las como são deve ser um dos desafios mais difíceis neste nosso momento evolutivo. Provavelmente por isso, pelo fato das pessoas serem como são e, não, como desejaríamos, é que nos tornamos tão irritadiços, rudes, mal humorados em certos momentos, vivendo o sentimento oposto àquele ao qual Lázaro nos convida.

Uma das causas freqüentes de nossa falta de boa vontade com algumas pessoas, inclusive muito próximas de nós, é nosso apego a idéias de como as coisas e as próprias pessoas deveriam ser. Temos um sonho a respeito de nossos pais, cônjuge ou filhos ideais, sobre como nossos colegas deviam nos tratar, sobre o carro que queríamos dirigir e a casa em que sonhamos morar, de modo que, quando o panorama geral de nossas vidas contém muito pouco ou nada do que planejamos, sentimo-nos praticamente no direito de sermos ruins, amargurados, deprimidos.

Não é raro que a vida esteja muito diferente do que programamos, mas não quer dizer que esta vida que temos não seja boa. Ninguém tem uma vida totalmente ruim, mesmo que difícil, e mais facilmente identificaríamos as bênçãos se parássemos de sofrer com nossos devaneios para encontrar a alegria da vida real.

No que se refere às pessoas, não existe um ser humano que não tenha uma qualidade. Pode ser uma que não vemos, porque estamos procurando aquela que melhor nos serviria, que mais se encaixaria no nosso sonho. Há pessoas que carregam pesados fardos de revolta toda uma existências, porque seus pais não foram o seu ideal de pais. E, ainda por cima, culpam estes pais por não terem sido como desejavam, o que é uma atitude comum.

Culpar o outro por não ser do jeito que eu quero é um absurdo, que nos faz descarregar nossas frustrações sobre ele e transformar a vida dele (que nada tem a ver com nossos delírios) numa vida horrorosa.

Seria muito mais fácil desenvolver boa-vontade nos relacionamentos, se não tivéssemos tantas projeções de paraísos ocupando nossa mente. Parar de criar fantasias, viver a realidade das pessoas e situações como elas são gera uma atitude íntima de aceitação e benevolência, sem cobranças nem frustrações, que nos faria grande bem.

Raciocine comigo: que vida é esta, a “vida boa” com que sonhamos? Um dia ouvi o Gasparetto dizer que ela é apenas um delírio, feito de fragmentos de vidas de pessoas que imagino que vivam bem, pessoas que parecem felizes e completas nos momentos em que as observávamos. Mas o que sabemos de fato sobre o todo, sobre o que acontece com elas nas vinte e quatro horas do dia? Sobre seus pensamentos, vontades, desafios, família, saúde, afetos?

O mais provável é que a vida com que sonhamos nem exista. Em vista disto, resta-nos a realidade. E quanto mais apagamos de nossas mentes a fantasia, maiores chances de descobrir elementos de prazer a alegria espalhados na vida real. E haverá mais afabilidade e doçura em nossas palavras e gestos, tornando a vida muitíssimo mais agradável.

Autor: Rita Foelker

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

Trabalhadores da Última Hora

Essa mensagem, proferida em tom escatológico, como a anunciar a chegada do Juízo Final, nos alerta duramente sobre o momento presente, previsto e profetizado para a realização da grande Obra. É nesse momento presente que se cumprirão as profecias que implicarão na transformação da Humanidade. No entanto, o Espírito de Verdade adianta que, para a concretização da obra do Cristo, concorrerão os bons homens, movidos de propósitos verdadeiramente cristãos, firmados nos princípios autênticos da caridade e da fraternidade. Os maus homens, movidos pelas divergências de opiniões e de interesses, retardarão a colheita dos bons frutos da marcha progressiva para a moralização humana.

Àqueles o Senhor abraçará com ardor porque cumprirão a sua obra como bons servidores, fiéis à causa do Cristo, e receberão como salário a recompensa celeste que não alimenta o orgulho e a vaidade, antes a humildade e o amor ao próximo. A estes lhes será confiada a grande obra da regeneração do mundo. Estes o Senhor receberá no Reino dos Céus, fazendo cumprir a profecia de que muitos são os chamados e poucos os escolhidos.

Os escolhidos para semear o campo árduo da regeneração são não só os espíritas fiéis, mas todos aqueles com idéias humanitárias verdadeiras porque imbuídos dos sentimentos sinceros da caridade, da fraternidade e da benevolência para com seus irmãos.

Segundo os Espíritos superiores, “não é o Espiritismo que cria a renovação social, é a maturidade da humanidade que faz desta renovação uma necessidade. Por seu poder moralizador, por suas tendências progressivas, pela amplidão de suas vistas, pela generalidade das questões que abarca, o Espiritismo é, mais que qualquer outra doutrina, apto a secundar o movimento regenerador; é por isto que é seu contemporâneo.” O Espiritismo veio, ainda segundo as instruções dos Espíritos superiores, “num momento em que podia ser útil porque também para ele os tempos são chegados; mais cedo, teria encontrado obstáculos intransponíveis; inevitavelmente teria sucumbido, porque os homens, satisfeitos com o que tinham, ainda não experimentaram a necessidade do que ele traz. Hoje, nascido com o movimento das idéias que fermentam, encontra o terreno preparado para o receber. Cansados da dúvida e da incerteza, apavorados com o abismo que se abre à sua frente, os Espíritos o acolhem como uma tábua de salvação e uma suprema consolação.” (Revista Espírita – 1866)

Assim, os graves acontecimentos anunciados não surgirão mais dos cataclismos puramente materiais, frutos dos movimentos inconstantes da Terra. Antes advirão da renhida luta das idéias de onde nascerá, inevitavelmente, um estado de comoção perturbadora, que, com a marcha progressiva da humanidade, tende a ser minimizada, lenta e gradualmente, até que idéias novas se assentem nas gerações seguintes, já que homens novos, regenerados abraçarão novas causas transformadoras, em prol do crescimento moralizador do homem.

O tempo, pois, está assinalado para que o Espiritismo venha a cumprir a promessa do Cristo, a ser o Consolador prometido. Ele não se impõe, mas diz o que é, o que quer, o que dá e espera que a ele venha de modo voluntário. Quer ser aceito não pela força, mas pela razão, acolhendo em seu seio as crenças sinceras que possam trilhar, com dedicação e sensível abnegação, o caminho da reforma íntima da Humanidade. Mesmo aos mais imperfeitos é lançada a esperança de redenção, uma vez que, cedo ou tarde, vislumbrarão a chama luminosa e pacificadora do Bem. Essa, sim, será a grande obra da nova geração: vencer as iniqüidades e a força atravancadora dos preconceitos.

Caminhando ao lado do Espiritismo, os homens de progresso farão dos ensinamentos espíritas uma alavanca indispensável para o novo curso das idéias que moverão o homem de bem para o cumprimento da máxima cristã: “Sede perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito.”

ESE – Capítulo XX, item 5 Comentários: Márcia Manir Miguel Feitosa

Fonte:  Site Espiritismo para Iniciantes

Pensamento: A Escolha é Sua

Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção. Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher. E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.

Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra. Ao ouvir o despertador podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades, no corpo físico.

Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos escolher entre resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.

Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor.

Conta um médico que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas. Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para curtir.

Quando alguém o ofende, você pode escolher entre revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.

O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente, como conseqüência. E essa reação é de nossa total responsabilidade. E isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve uns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.

Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito: para uma ação positiva, um efeito positivo, para uma ação infeliz, o resultado correspondente.

Se você chega no trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua. Você tem ainda outra possibilidade e escolha: ficar na sua. Todavia, da sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem.

Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de flores, colheremos flores, se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída.

Mas o que importa, mesmo, é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que está a justiça divina. Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia darão seus frutos. São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes. Um dia, ainda que seja numa existência futura, eles aparecerão e reclamarão colheita.

Igualmente os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume agradável. É só deixar nas mãos do Jardineiro Divino, a quem chamamos de Criador.

O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje. As existências futuras lhe devolverão a herança que hoje lhes entrega. É assim que vamos construindo nossa felicidade ou a nossa desdita, de acordo com a nossa livre escolha, com o nosso livre-arbítrio. Pensemos nisso!


Fonte: Site Espiritismo Nosso Lar

Conheça o Espiritismo

Introdução:

Talvez você já tenha feito perguntas como essas:

Quem sou eu? De onde eu vim? Para onde irei depois da morte? E o que há depois dela?

Por que uns sofrem mais do que os outros? Por que uns têm determinada aptidão e outros não?

Por que uns nascem ricos e outros pobres? Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis? Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?

Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?

A maioria das pessoas, diante da vida atribulada de hoje, não está interessada nos problemas fundamentais da existência. Antes, preocupam-se com seus negócios, seus prazeres e seus problemas particulares. Acham que assuntos como a “existência de Deus” e a “imortalidade da alma” são questões da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em suas vidas, tais pessoas nem mesmo se lembram de Deus e, quando se lembram, é apenas para fazer uma oração ou ir a um templo, como se essas atitudes fossem simples obrigações das quais todas têm que se desimcumbir de uma maneira ou de outra. A religião, para elas, é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo, será um desencargo de consciência para estar bem com Deus. Tanto assim, que muitas nem sequer alimentam firme convicção naquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte.

Quando, porém, são surpreendidas por um grande problema – a perda de um ente querido, uma doença incurável, uma queda financeira desastrosa, fatos passíveis de acontecer na vida de todo mundo -, não encontram em si mesmas a fé necessária, tampouco a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo, invariavelmente, no desespero.

Onde se encontra a solução?

Há uma doutrina que atende a todos esses questionamentos. É o Espiritismo.

O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente, e permitindo-nos inciar uma transformação íntima para melhor.

Mas o que é o Espiritismo?

O Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada – codificada – por um educador francês, conhecido pelo nome de Allan Kardec, no século passado.

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, filosofia, ciência e religião:

Filosofia, porque dá uma interpretação da vida, respondendo a questões como “de onde eu vim”, “o que faço no mundo” – é uma filosofia.

Ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os aparentemente mais estranhos, têm explicação científica. Não existe o chamado “sobrenatural” no Espiritismo.

Religião, porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples, sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, cultos e imagens, velas, vestes especiais, nem manifestações exteriores.

E quais são os fundamentos básicos do Espiritismo?

A existência de Deus, que é o Criador, causa primária de todas as coisas. A Suprema Inteligência. É eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom.

A imortalidade da alma ou espírito. O espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços. Como espíritos, já existíamos antes do nascimento e continuaremos a existir depois da morte do corpo.

A reencarnação. Criado simples e sem nenhum conhecimento, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, é dotado de livre arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Tem a possibilidade de desenvolver-se, evoluir, aperfeiçoar-se, tornar-se cada vez melhor e mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo e reencarnando quantas vezes forem necessárias, para adquirir mais conhecimentos, através, portanto, das múltiplas experiências de vida. O progresso adquirido pelo espírito não é somente intelectual, mas, sobretudo, o progresso moral.

Não nos lembramos das existências passadas, e nisso também se manifesta a sabedoria de Deus.

Se nos lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos pelos quais já passamos, bem como dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente. Pois, muitas vezes, os inimigos do passado são hoje nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais e nossos amigos, que, presentemente, se encontram junto a nós para a devida reconciliação. A reencarnação, dessa forma, é a oportunidade de reparação, assim como também é a oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, acelerando nossa evolução espiritual. Pelo entendimento do mecanismo da reencarnação, torna-se claro que Deus não castiga ninguém. Somos nós mesmos os causadores dos próprios sofrimentos, através da lei de “ação e reação”.

Todavia, nem todas as encarnações se verificam no planeta Terra. Existem mundos superiores e inferiores ao nosso. Quando evoluirmos o necessário e suficiente, teremos arregimentado as condições necessárias para renascer num planeta de ordem mais elevada. O Universo é infinito, e “na casa de meu Pai há muitas moradas”, ensinou Jesus.

A comunicabilidade dos espíritos. Os espíritos são seres humanos desencarnados, e continuam sendo como eram quando encarnados: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações. Através dos denominados médiuns, o espírito pode comunicar-se conosco, se puder e se quiser. A comunicação se dá em conformidade com o tipo de mediunidade, sendo as mais conhecidas: pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), pela visão (vidência) e a intuição, da qual todos guardamos experiências pessoais.

Como o Espírito interpreta o Céu e o Inferno?

Não há céu, nem inferno. Existem, sim, estados da alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais. Não existem também anjos ou demônios, mas apenas espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a caminho da perfeição – os bons, tornando-se melhores; e os maus, em regeneração.

Deus não se esquece de nenhum de seus filhos, deixando a cada um o mérito das suas obras. Somente dessa forma, poderemos entender a Suprema Justiça Divina.

Por que o Espírito realça a Caridade?

Porque fora dos preceitos da verdadeira caridade, o espírito não poderá atingir a perfeição para a qual foi destinado. Tendo-a por norma, compreende-se o ensinamento de que todos os homens são irmãos, e qualquer que seja a forma pela qual adorem o Criador, eles estendem-se as mãos, entendem-se e ajudam-se mutuamente.

Por que fé raciocinada?

A fé sem raciocínio não passa de superstição. Antes de aceitarmos alguma coisa como verdade, devemos analisá-la muito bem. “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.” (Allan Kardec)

E onde podemos encontrar mais esclarecimentos sobre o Espiritismo?

Começando pela leitura dos livros de Allan Kardec:

O Livro dos Espíritos. O livro básico da Doutrina Espírita. Contém os princípios do Espiritismo sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida futura e o porvir da Humanidade.

O Livro dos Médiuns. Reúne as explicações sobre todos os gêneros de manifestações mediúnicas, os meios de comunicação e a relação com os espíritos, a educação da mediunidade e as dificuldades que eventualmente possam surgir na sua prática.

O Evangelho Segundo o Espiritismo. É o livro dedicado à explicação das máximas de Jesus, de acordo com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situaões da vida.

O Céu e o Inferno. Denominado também “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”. Oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual. Coloca ao alcance de todos o conhecimento do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina.

A Gênese. Destacam-se os temas: a existência de Deus, a origem do bem e do mal, a destruição dos seres vivos uns pelos outros, explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, a formação primária dos seres vivos, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria.

Você poderá ler, ainda, os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Franco, Yvonne Pereira, e os livros de Léon Denis, Gabriel Delanne e de tantos outros autores, encontrando-se, entre eles, estudos doutrinários, romances, poesias, histórias e mensagens de alento.

Caso você tenha dúvidas sobre o que acabou de ler, e, se assim o desejar, procure um Centro Espírita, indiscutivelmente Espírita.

Um Pouco sobre o Espiritismo:

O que você conhece sobre o Espiritismo? Naturalmente já ouviu falar da Doutrina Espírita, mas na maioria das vezes de forma distorcida, vinculando-a a “ligações com o demônio”, de “trabalhos de magia”, de “espíritos que baixam”, de “mesa branca”, de “fechar o corpo” ou ainda “se não desenvolver a mediunidade, será infeliz” e até de “reencarnações em animais como castigo”. Tudo falso, tudo ignorância, absoluto desconhecimento do que verdadeiramente é a Doutrina Espírita.

Saiba que a Doutrina Espírita é fruto do ensinamento de Espíritos Superiores através de médiuns (indivíduos dotados da faculdade de servirem de intermediário entre os homens e os espíritos, que nada mais são que os homens fora do corpo de carne) honestos, desconhecidos entre si e de origens diferentes, cujos ensinamentos e fenômenos foram devidamente comparados, observados e organizados por Allan Kardec, com o lançamento de “O Livro dos Espíritos“, em 18/04/1857, em Paris, França.

Nem todo médium é espírita, pois que esta faculdade se prende a uma disposição orgânica e independe de idade, raça, sexo, posição social, religião e estágio de desenvolvimento moral e intelectual. E nem todo espírita é médium, no sentido ostensivo do termo. Ser espírita não significa necessáriamente ter que ser médium, cuja prática é feita com muita disciplina e seriedade, respeitando-se individualidades e jamais criando especulações em torno de possíveis nomes que se apresentem.

Nem tão pouco exige o Espiritismo que quem dele tome conhecimento a ela se converta. Respeita profundamente a liberdade individual, oferece seus ensinos e deixa a pessoa livre para sua opção de continuar ou parar seus estudos sobre tais ensinamentos.

O Espiritismo está profundamente ligado ao Evangelho de Jesus, pois que estuda seus ensinamentos e recomenda a seus seguidores que apliquem o Evangelho em suas próprias vidas, reconhecendo nele o maior código de ética de comportamento existente no planeta. Usa como bandeira o lema “Fora da caridade não há salvação” , entendo aí a caridade, em toda sua amplitude e alcance, muito além da simples ajuda material, mas estendendo-a à tolerância, à benevolência, à indulgência e à prática do amor, inclusive com aqueles que lhe são contrários, recomendando o perdão, assim como o fez Jesus.

Os Centros Espíritas que o representam, refletem o conhecimento de seus dirigentes e portanto, erros e distorções devem ser creditados à falta de conhecimento dos princípios e nunca ao conteúdo da Doutrina Espírita. Porém, nestas Casas onde se estuda e divulga o Espiritismo, não há chefes ou qualquer tipo de hierarquia, embora se organizem jurídicamente, como exigem as leis do País. Na Doutrina Espírita, todos são iguais, aprendizes e o único Mestre é Jesus.

O Espiritismo não obriga a nada. A criatura é livre para agir como deseja, mas com a consciência de que todos somos responsáveis pelos próprios atos.

Portanto, nada de medo, preconceito ou submissão à tradições, inclusive familiares. Conheça o Espiritismo, até como a título de cultura geral, sem qualquer comprometimento e avalie por si mesmo, sobre seu real valor, objetivos e finalidades altamente cristãs.

Gentileza do Sr. Orson Peter Carrara – “Revista Internacional de Espiritismo” – “Casa Editora O Clarim”.

No Tribunal da Consciência:

Todos vivemos face ao tribunal de nossas consciências.

Atitudes, palavras, ações e pensamentos, constituem processos que vão sendo automaticamente ali arquivados para próximo julgamento.

Pensamos e, ao pensarmos, registramos no chamado subconsciente o movimento vivo da mente .

Impulsionamos o pensamento na direção desejada, como um raio certo, radioso ou escuro, emitindo assim a força viva, criativa, que surge do nosso eu pensante e, sob a forma que desejarmos, faremos viver a realidade do pensamento.

Quando a mente está voltada para a luz, quando o coração está afinado com a claridade infinita e bela do Grande Todo, quando o espírito sobrepujou a matéria, a força emitida do pensamento é a força construtiva, dínamo gerador de formas vivas, edificando a felicidade e a paz, a alegria, o júbilo, a saúde e o bem-estar.

Quando, porém, a força emitida nasce do mal trevoso e odiento, a irradiação, também força viva e poderosa, gera automaticamente a desarmonia e a infelicidade, o desprezo e a dor.

Conjugadas as dus forças, isto é, ora emitindo o bem, ora o mal, a mente se torna campo de batalha entre a treva e a luz, forças negativass e positivas, causando dor e paz, harmonia e guerra, saúde e doença.

Com a supremacia do bem, a paz se faz no tribunal da consciência, e a luz imortal do Amor divino é a irradiação permanente, poderosa, magnética, conferindo os dons da cura, da saúde, da harmonia.

É luz permanente ativando o meio ambiente, saturando-ode vibrações elevadas.

As trevas exteriores, representadas pelas vibrações menos dignas, não encontrarão acesso no recinto sagrado da alma que se elevou ao plano radioso do bem.

O Espírita-Cristão, face ao tribunal da sua consciência, deve meditar nas tarefas do dia a dia, no aproveitamento, no aproveitamento das horas de lazer, nos deveres bem cumpridos, na caridade ampla, metodizar seu modo de viver, aumentanto assim o seu potencial de luz para a conquista definitiva do bem eterno.

Que o Senhor das Luzes nos inspire todo os dias, quando estivermos face a face conosco mesmos, no tribunal de nossa consciência.

Fixando e Detalhando um Pouco mais os Nossos Comentários:

A Codificação Espírita é, em síntese, a soma dos conhecimentos dados aos homens pelos Espíritos Puros, principalmente pelo Espírito da Verdade, reunidos e ordenados pelo professor Denizard Hippolyte-Léon Rivail, mais conhecido pelo pseudônimo que adotou, Allan Kardec, a partir da segunda metade do século XIX.

Como já sabemos, portanto, são cinco os livros da Codificação Espírita, cujo conjunto é também chamado de “Pentateuco Kardequiano”:

  • O Livro dos Espíritos – 1857
  • O Livro dos Médiuns – 1861
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo – 1864
  • O Céu e o Inferno – 1865
  • A Gênese – 1868
  • Contudo, devemos também ressaltar a relevante importância dos seguintes livros de Kardec:

  • O que é o Espiritismo – 1860
  • Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita – 1862
  • O Principiante Espírita – 1864
  • Obras Póstumas (“post-mortem”) – 1890
  • Esses são os livros essenciais para o correto e completo conhecimento da Doutrina Espírita. Seu conhecimento e seu rigoroso estudo são imprescindíveis para qualquer Espírita que assim se considere. Eles contêm a síntese, coligida por Kardec, da Terceira Revelação, dada aos homens pelos Espíritos Puros.

    Na obra de Kardec, nada se acrescenta e tampouco se subtrai.

    Ela é completa, por si só. Contém, extensamente, a base doutrinária, científica e moral do Espiritismo.

    Qualquer outra obra que se diga espírita, mas que se contraponha, EM QUALQUER PONTO, à Codificação, deve ser descartada de estudo e considerada NÃO-ESPÍRITA. Não há Espiritismo fora de Kardec. Sua Codificação é a própria Doutrina. Ela se basta a si mesma, por si só.

    Nas obras da Codificação, encontramos as Leis que regem o Universo; e todas as perguntas ali contidas são respondidas de forma lógica e irretocável.

    Nelas, encontramos quem somos, de onde viemos e para aonde vamos.

    Nelas, encontramos os alicerces nos quais podemos apoiar nossas vidas.

    E encontramos, ainda, muitos outros tópicos esclarecedores, de elevadíssima importância para nossa eterna existência.

    Indo um Pouco Mais Além:

    O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações.”“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal.”Pelo Codificador, Allan Kardec, em “O Que é o Espiritismo”, Edições CELD.

    Tão logo surge do reino animal um ser diferenciado, que articula as primeiras palavras e esboça princípios de consciência, tal ser diferencia-se dos demais pela capacidade de pensar em Deus. O homem primitivo, que agia como um animal, matava e escravizava, com a finalidade única de preservar sua existência, passa a indagar sobre a causa dos acontecimentos e sente-se sozinho, esmagado pela grandeza do Universo.

    A idéia de Deus, dando início à Religião; a indagação, prenunciando a Filosofia; a experimentação, anunciando a Ciência; e o instinto de solidariedade prefigurando o amor: todos eram, ainda, pensamentos nebulosos que ecoavam entre os primeiros homens.

    Surgem, então, princípios religiosos nas comunidades, onde os fenômenos da Natureza, então inexplicáveis, eram associados a divindades. Os deuses eram concebidos à semelhança dos homens, com virtudes e vícios.

    Posteriormente, um povo diferencia-se dos demais, o povo hebreu, por possuir conceitos mais avançados em relação a Deus. Acreditavam no Deus único, na imortalidade da alma, e tinham grande fé na Justiça Divina. Moisés, após libertar os hebreus da escravidão no Egito, torna-se seu condutor. Recebe a Lei de Deus no Monte Sinai, contida nos Dez Mandamentos, estabelecendo a primeira grande revelação de Deus aos homens. Os Dez Mandamentos são Leis de todos os tempos e de todos os povos, o que é demonstrado pela grandeza de seus ensinamentos. Porém, para disciplinar seu povo, Moisés criou várias outras leis, aplicáveis à situação em que se encontrava, e, para dar-lhes autoridade, atribuiu a origem dessas regras de conduta a Deus, tido como enérgico e inflexível.

    A moral ensinada por Moisés era apropriada ao estado de adiantamento no qual se encontravam os povos que ela foi chamada a regenerar, e esses povos, semi-selvagens quanto ao aperfeiçoamento de sua alma, de outra forma não teriam compreendido que se deve perdoar a um inimigo ou amar ao próximo como a si mesmo. Sua inteligência notável sob o ponto de vista da matéria, e mesmo no tocante às artes e às ciências, era muito atrasada em moralidade, e não se teriam convertido, portanto, sob o império de uma religião inteiramente espiritual.

    Outra grande revelação de Deus estava por vir, sendo ela predita por vários profetas, na figura do Messias. Deus, na Sua Infinita Caridade, permite então ao homem ver a verdade dissipar as trevas: era Jesus Cristo, que vinha ao mundo para mostrar aos homens a extensão que deve ser dada ao amor e à consolação das aflições humanas, dizendo que aquele que perseverar até o fim será salvo.

    Jesus, que é o maior exemplo de perfeição que conhecemos e cuja autoridade provinha da natureza excepcional do Seu Espírito, ensinou aos homens que a verdadeira vida não está sobre a Terra, mas no Reino dos Céus; mostrou o caminho que para lá conduz, os meios de se reconciliar com Deus, e nos preveniu sobre a marcha das coisas futuras para o cumprimento dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo e, sobre muitos pontos, limitou-se a depositar o germe de verdades que Ele próprio declarara não poderem ser ainda compreendidas; falou de tudo, mas, em termos mais ou menos explícitos, para se entender o sentido oculto de certas palavras, seria preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-lhes a chave – e tais idéias não poderiam vir antes de um certo grau de maturidade do espírito humano. Porém, Jesus afirmou que enviaria outro Consolador, a fim de que ficasse eternamente conosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, e acrescentou: “Tenho muitas coisas a dizer-vos, mas presentemente não podeis suportar. Quando vier esse Espírito da Verdade, ele vos ensinará toda a verdade, porquanto não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tenha escutado e vos anunciará as coisas porvindouras. Ele Me glorificará, porque receberá do que está em mim e vo-lo anunciará”.

    Conjuntamente com a vinda de Moisés e os Dez Mandamentos, e o advento da Boa Nova trazida por Jesus Cristo, outros povos da Terra também tiveram missionários a lhes revelar as Leis Divinas. Podemos citar, por exemplo: Maomé, com a sua missão entre os árabes; Buda, cuja influência atingiu grande parte da Ásia; e os filósofos Sócrates e Platão, que viveram na Grécia, a grande disseminadora de cultura naquela época. Baseados em filosofias propostas pelos enviados de Deus, vários povos estabelecidos no Oriente, nas Américas e na África desenvolveram religiões espiritualistas que se apoiavam na reencarnação e no corpo espiritual, e, em algumas dessas religiões, os fenômenos mediúnicos eram conhecidos e praticados. Todavia, a Humanidade ainda não havia atingido o grau de conhecimento necessário, e o espiritualismo era revestido pelo caráter de “maravilhoso” e de “sobrenatural”.

    De outras vezes, as manifestações dos Espíritos eram explicadas como “obra demoníaca” – em função de outros “princípios religiosos” então vigentes -, desencorajando e mesmo proibindo, através do poder religioso constituído, toda pesquisa e estudo que viesse esclarecer a causa daqueles fenômenos. Foi necessário que o tempo passasse; que o homem amadurecesse, e, como conseqüência, houvesse a libertação do conhecimento, para que a explicação racional de tais fatos pudesse ser encontrada.

    Como conseqüência da libertação do pensamento nos tempos modernos, o homem passou a questionar os princípios filosóficos impostos de forma dogmática, até então considerados incontestáveis e indiscutíveis. De um lado, o ateísmo científico; de outro, a ilusão religiosa. O avanço alcançado pelas ciências, especialmente a química, a física e a astronomia, bem como o surgimento dos grandes pensadores, nos séculos XVIII e XIX, concorreram para mostrar a fragilidade de alguns princípios estabelecidos pela teologia. Da crença cega, chegava-se à negação absoluta.

    Foi nesse clima que surgiu a Revolução Espírita, trazendo ao mundo a explicação lógica para os grandes enigmas da vida, da morte, da dor, da felicidade, etc.

    As bases da Doutrina Espírita foram estabelecidas por Allan Kardec através da análise e seleção das comunicações dos Espíritos, usando os critérios da universalidade e concordância do ensino dos Espíritos, à luz da razão.

    Como não poderia deixar de ser, o Espiritismo é uma doutrina de livre exame, propugnando pela fé raciocinada. Nascia uma nova filosofia, apoiada na ciência, cujas conseqüências morais, do mais alto alcance, preparam a humanidade para uma nova era, onde os valores espirituais preponderarão sobre os valores materiais.

    Vemos agora, que o universo se define pela tríade Deus, Espírito, Matéria. A matéria, porém, não é somente o elemento palpável, havendo o fluido universal, intermediário entre o plano espiritual e o plano material. “Tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo”, como vemos na questão nº 540 de “O Livro dos Espíritos”. Para chegar à perfeição, temos que passar pelas provas da existência material, através do mecanismo das reencarnações, ao qual se associa a lei de causa e efeito, que permite ao Espírito quitar-se perante sua própria consciência dos débitos que contrai, à medida que seu progresso lhe permite estabelecer a diferenciação entre o bem e o mal.

    Jesus Precisa de Nós

    Desde a vinda de Jesus, os homens começaram a compreender que são irmãos uns dos outros e, portanto, com deveres recíprocos de se ampararem.  O simples fato de passaram pela vida não os isenta do trabalho de aperfeiçoamento, eis que esta é a meta colimada.  Que utilidade teria a nossa vida na Terra, se somente procriássemos para povoar o mundo, sem outro interesse a não ser o gozo do privilégio de sermos humanos, usufruindo tudo de bom que aqui encontramos.
    A vida terra não começa no berço e acaba no túmulo, como muitos pensam.  Além dela há planos de trabalho e aperfeiçoamento, para onde somos atraídos de acordo com a conduta que tivermos na Terra.  Por isso o nosso procedimento aqui deve ser o melhor possível.  Honestidade, sinceridade, bons propósitos no bem.  Trabalhar em nosso próprio benefício e em benefício dos semelhantes, ajudando-os dentro das nossas possibilidades.  Habituarmos-nos, como diz Emmanuel, “a ser grandes nas tarefas humildes, para aprendermos a ser humildes nas grandes tarefas”.
    E Jesus espera muito de seus admiradores.  Sim, porque admiradores há em profusão:  artistas que O retratam, poetas que O cantam, escritores que Lhe tecem as láureas mais brilhantes, escultores que reproduzem com sentimento a Sua figura imponente, adoradores que Lhe erigem altares dourados, culturadores que O louvam com cânticos e incensos.
    Mas, na verdade, não é isso que o Mestre espera de nós.  Ele quer que continuemos a Sua obra de amparo aos pobrezinhos, de amor aos mal-amados, de conforto aos que padecem dores, de compreensão aos incompreendidos, de esclarecimento aos que vivem nas trevas da ignorância, de atendimento aos que precisam de agasalho, alimento e moradia.  Mas precisa de nós, principalmente, para que implantemos a paz em nossos corações, a fim de pacificar os que conosco vivem e convivem.  Precisa de nós para que sigamos e vivenciamos o Seu Evangelho de Luz, compreendendo a necessidade da renovação interior, desenvolvendo as nossas pontencialidades.
    Assim cresceremos em espiritualidade, e seremos um dia “como o carvalho, tendo galhos que se espalham amplamente, para que novas arvorezinhas possam crescer à sua sombra”.

    Órgão de Divulgação da Doutrina Espírita –
    CEDAK Centro Espírita Discípulos de Allan Kardec

    Autor (a):  Hebe Ferreira

    A Essência da Arte e o Espírito

    Mesmo com as limitações, o homem é o único ser na terra que tem capacidade estética e daí se infere que a apreciação da beleza é uma experiência somente humana. A natureza em si mesma não é nem feia nem bonita. Ela apenas existe. O homem quando contempla uma paisagem, uma planta, uma flor ou uma aurora admira sua organização, sua exatidão, as leis que a regem, de acordo com sua evolução intelectual e a elas, de certa maneira, se incorpora. Esta inserção é o que chamamos de estética. As formas naturais são para o artista como as palavras são para a linguagem: absolutamente indispensáveis, mas, isoladamente, sem beleza.


    O prazer que produz a contemplação das coisas naturais é a “emoção” estética. Quando dizemos que um pôr-de-sol é lindíssimo ou que um pássaro é belo usamos, evidentemente, adjetivos que não lhes correspondem técnica ou cientificamente. Convém acrescentar que vivemos influenciados por idéias tradicionais de representação de coisas naturais. Assim, estamos acostumados a ver a arte associada à natureza e acabamos sempre por fundi-las, dando às coisas naturais um valor que em realidade não têm. É verdade que podemos combinar ou reunir coisas naturais, criando desse modo uma obra artística, mas o belo nessa composição é fruto de nossa participação. O fenômeno artístico está acima da razão humana, limitada que é, e não se pode medir. Pensar na infinitude de Deus é uma solução esclarecedora.


    A música pode imitar a natureza como no famoso “vôo do besouro” e nas músicas ditas e tidas como “descritivas”, com as quais, próxima ou remotamente e podemos fazer associações. Um quadro de uma paisagem é uma imitação, mesmo que a paisagem seja imaginária. As madonas de Rafael, por exemplo, são representações de formas naturais: nelas há uma forma de mulher, talvez com um menino. E, provavelmente, montanhas, árvores e o céu. Algumas árvores podem ter um aspecto mais frondoso e um mágico verde escuro, o céu parece brilhar como se fora esmaltado, a mulher apresenta uma serenidade que não se pode observar em nenhuma das que conhecemos no nosso cotidiano, e a criança uma candura e uma inocência maravilhosas. Todos estes adjetivos que usamos são humanos e esse “sentido de humanidade” é obtido não pela simples seleção de diversos elementos naturais e não por uma aproximação da natureza em algo humano. Ou seja, a madona de Rafael, as montanhas, as árvores, o céu, foram “embelezados” por uma suave, ligeira e sutil transformação para-natural, essencialmente estética, indefinível e impossível de se medir. Isto é o que constitui a essência da arte.

    Consciente disso o homem de hoje pode apreciar o que é estético nas obras de arte do passado, e de sua época, com maior conhecimento e mais universalidade do que seus antepassados e até se deleitar com manifestações artísticas de povos primitivos. Por isso é que, mesmo que o homem culto moderno esteja convencido da impossibilidade de definir “arte”, não poderá dominar seu permanente desejo de averiguar as origens da experiência estética e considerar de suma importância o lugar que ela ocupa no seu espírito e na sua vida.

    Autor:  Armando Souto Maior

    Site:  Portal do Espírito

    O Espiritismo na Arte, Evolução do Espírito, Revolução no Mercado

    A temática espírita vem ganhando mais espaço no mercado artístico nacional e internacional. Essa é uma tendência que aparece na mídia, mais do que a nossa percepção está atenta. Ocorre em todas as manifestações que envolvem a comunicação de massa, desde o cinema, TV,teatro, música, artes plásticas,enfim,percebe-se uma vontade, ou melhor, uma sensível necessidade de abandonar as amarras da materialidade para dar lugar à meditação ou a vivência sobre a libertação espiritual. A curiosidade abrange pesquisas do etéreo, do extra-terrestre, da meditação, e de tudo o que possa fugir ao domínio da matéria, do palpável. Não há como sofismar o que está nitidamente em crescimento.
    A arte, com as suas antenas sensíveis, está sempre oferecendo ao público o espetáculo mais oportuno ou o que ele mais necessita. No momento, parece que a grande massa deseja mesmo aproximar-se de tudo que envolva a figura de Deus.
    Esta é uma oportunidade especial para os espíritas, que podem divulgar a Doutrina codificada por Allan Kardec, usando as diferentes mídias que a arte oferece. É exatamente aqui, que precisamos parar para meditar. Qual a arte que devemos oferecer ao público tão carente da espiritualidade? Pensemos, por favor, em algo bem longe de uma quermesse de fundo de quintal. Fujamos de uma atividade artística menor, da que é feita em nome de uma ajuda misericordiosa ou de um voluntariado capenga e decadente, embora não se possa negar, de muita boa vontade é claro, principalmente quando não tem algo mais interessante a realizar. Descartemos esse tipo de voluntariado nocivo, que não está nada disposto a obedecer, mas que está sempre disposto a realizar o que lhe passa pela cabeça, ou o que lhe é oportuno, sem perguntar se é isso que se necessita. Esse tipo, para o qual o prioritário é como sempre, a satisfação do seu EU, sem pensar nos valores da comunidade. O famoso voluntário de restos de tempo, que costuma ser cheio de emoção, diga-se de passagem, excessiva, quase inoportuna e o que é pior, de uma religiosidade tão piegas que só consegue mesmo afugentar todas as pessoas de bom senso. Cuidado!
    A hora que se apresenta é de uma ação artística significativa, profissional, algo que transmita credibilidade ao mercado, não uma ação paralela, de pouca expressão, e que só consegue comentários pouco animadores como:
    “Coitados, eles fazem o que podem. Não deu mesmo muito tempo para ensaiar.
    Tão difícil arrumar horário. Quando um pode o outro não pode.
    Todo mundo trabalha, né! Se tivesse mais tempo, aí sim!

    A esse tipo de acontecimento é que se chama de uma ação menor, medíocre e perigosa para a divulgação da Doutrina. Efetivamente, tal acontecimento artístico, está sem condições de competir com a produção artística vigente no mercado.
    Não há dificuldades onde há vontade firme de realização, isso já está provado.

    Meditemos, nós artistas, no assunto para poder melhor servir.
    SACROSSANTA MEDIUNIDADE
    A mediunidade, é um fato inerente ao homem, quer ele se confesse médium ou não. A inspiração Divina está para todos os seres humanos, quer sejam espíritas ou não. O uso da mediunidade atinge todas as nossas ações planetárias.
    Quando trabalhamos e aqui estamos falando do trabalho considerado como material, unicamente porque provê as nossas necessidades básicas planetárias, como comer, vestir, morar, divertir-se etc. Então, quando trabalhamos pelo pão nosso de cada dia, usamos a nossa mediunidade intuitiva para orientar e resolver problemas da empresa a que servimos, sem que isso nos melindre de estarmos “vendendo a nossa mediunidade”. A inspiração e a intuição são um fato na vida humana, desde os acontecimentos mais comezinhos até os de maior relevância planetária. Todos estão sempre obedecendo ao comando Divino.
    A nossa integração, encarnados e desencarnados é diuturna, não há trégua e isto também é um fato que temos que considerar.
    Os espíritas mais descansados e nós diríamos, hipócritas, convencionaram e fizeram disso, voz corrente, para que acreditássemos que só somos médiuns nos centros espíritas, o que não passa de uma inverdade, um pseudo dogma, que só encobre a preguiça e a falta de vontade no investimento sério de crescimento pessoal e de promover de maneira participativa o avanço planetário.
    Nós só avançamos, quando compreendemos e acreditamos. Se acreditarmos em uma “mediunidade sacrossanta”, disponível apenas a poucos privilegiados, por inércia, imediatamente recolhemos as nossas possibilidades de avanço, nossos talentos. No entanto, encontramos em (Mateus, X:8) Curai os enfermos, ressuscitai os mortos,limpai os leprosos,expeli os demônios;daí de graça o que de graça recebestes. E ao que parece, isto é para todos. É esse o rol de atividades que devem ser oferecidas aos mais necessitados.
    Ele não se refere a alguns eleitos, designados por Deus, para exercer o fato mediúnico. A mediunidade humana, que se volta para o ego ou para as vantagens elitistas, que fomentam o grande trânsito para o orgulho, a vaidade, a prepotência e coisas bem piores que deveriam estar alijadas das casas espíritas. Esta decisão tão arbitrária, é que decide com uma autoridade suspeita, que alguns indivíduos são médiuns, e outros não. Materializando assim, mais uma vez, o desejo egoísta das conveniências de alguns dirigentes de casas espíritas, pouco disponíveis a favorecer o crescimento dos médiuns.Talvez porque eles mesmos se negam a enfrentar o trabalho de crescer.
    Somos todos médiuns assim, e o tempo todo. O período inteiro de nossas vidas. O que se propõe aqui, para meditar é “médiuns de quem? E a serviço de quem?”
    Deus sabe da necessidade de auto- sustentação dos seus filhos, pois todos somos encaminhados a isso : ganharás o pão com o suor do teu rosto, e os que, momentaneamente, se vêem privados dessa auto- sustentação, por qualquer razão, devem contar com a simpatia e a solidariedade dos que estão em melhores condições. Mais uma prova de que, somos todos irmãos perante o Pai Creador de nossos espíritos e que pertencemos a uma mesma família.
    A arte, como qualquer investimento humano, necessita de auto- sustentação. Os médiuns mais ligados à sensibilidade artística podem realizar um grande auxilio planetário, deixando fluir essa mediunidade, sem preconceitos tolos e fora de propósito, que impeçam o avanço de todos. Os médiuns, atores, cantores, poetas, pintores, instrumentistas e quantas outras manifestações artísticas, que possam ainda advir, são parte importante, imprescindível mesmo, para dar seqüência ao entendimento e glória de Deus, para dar auxilio a toda a humanidade na sua maior tarefa, no investimento do seu crescimento espiritual. É, portanto lícito, trabalhar no”ganha pão” e servir a Deus ao mesmo tempo, principalmente quando isso é feito com honradez e lisura.Os médiuns artistas, podem sim, unir-se em ONG’s (Organizações Não Governamentais), instrumentos auto -sustentáveis, para dar seqüência e sustento das suas manifestações artísticas, tão necessárias à transmissão das boas novas Divinas.
    Quantos espíritos rebeldes podem ser envolvidos pela magia da arte, sendo assim conduzidos ao entendimento de Deus? Vamos deixar de servir, apenas por mero preconceito? Pelo que vão dizer? A nossa fé é raciocinada ou não?
    A nossa proposta é de que isso ocorra dentro do bom senso, do equilíbrio, do viver dentro do nosso tempo, como nos recomenda o Evangelho.
    Uma ONG assemelha –se a uma empresa moderna que prevê o seu produto, incorpora os seus funcionários e rateia os seus lucros com estes, e com o social.
    Os médiuns artistas reúnem-se, fundam uma ONG e escoam para o social a sua arte. Amealham fundos de sobrevivência pessoal e coletiva, valorizando ainda ,o Pai Creador, falando da Doutrina Crística, revelando Kardec e a reencarnação.
    Os lucros podem ser assim ser orientados:
    O todo é repartido em 3(três) partes assim distribuídas:
    1/3 para a sustentação da ONG e dos novos projetos,
    1/3 para investimento no social ou caridade,
    1/3 para sustentação dos participantes, em rateio em partes iguais ou como for acordado pelos estatutos da instituição e dos seus objetivos.
    Este é o modelo de uma empresa moderna possibilitando a muitos espíritas trabalharem em semelhante modelo empresarial. As coisas de Deus são para os seus filhos, e os mais atentos e obedientes realizam a vontade do Pai.
    Se os espíritas estão cheios de orgulho, preconceitos e criando dogmas absurdos e incompatíveis com a própria Doutrina é um problema pertinente aos que desejam interar os seus talentos.Mas nós outros, compromissados com o Cristo, com o Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho, não temos que dar ouvidos a tais espíritos que vivem ainda numa Idade Média perdida, favorável aos seus desejos obscuros de comando insano, doente e totalmente fora de época, local e oportunidade.
    Quando se fala em mediunidade gratuita fala-se sim, e com bastante clareza, em não mercadejar o passe e o Evangelho do Senhor.
    Mas não se fala em impedir o avanço da humanidade com a omissão do nosso trabalho.
    Mozart foi um grande médium e nem por isso deixou de vender as suas obras.
    Einstein foi um grande cientista e nem por isso deixou de viver honradamente com o fruto do seu trabalho.
    A arte tem um papel importantíssimo na divulgação do Evangelho do Cristo, na conscientização do papel que cabe ao Brasil como o celeiro do Mundo e a cada um de nós, os participantes da Pátria Planetária ,onde o Coração do Mundo palpita em nome do Cristo.
    Porque vamos enterrar esses talentos, essa missão tão bela, essa diretriz? Para atender preconceitos mesquinhos e de fundamentação teórica insustentável?
    Estudemos mais, muito mais, para poder escapar do jugo medieval que se instala em muitos centros Espíritas, completamente fechados em si mesmos e que se negam a acompanhar os rumos e diretrizes que Deus oferece à humanidade em crescimento.
    Para que a arte, como temática Evangélica, possa realmente cumprir os seus designos e ser um setor auxiliar da grande tarefa de Ismael, deve ter em mente, que uma ação realizada em restos de tempo, não pode mesmo ser algo que se possa levar a sério.
    Efetivamente, não estamos defendendo aqui qualquer impulso artístico menor ou inconseqüente. Defendemos, sim algo muito mais sério para o avanço da humanidade neste momento difícil que se apresenta para a humanidade, que é a divulgação do Evangelho do Cristo pelo canal da Arte. Isso requer uma preparação mediúnica muito boa e uma prática Evangélica atuante, com excelência, para impedir a intromissão das trevas. Requer com absoluta certeza a pureza de um preparo artístico sem mácula para produzir e dar ao mercado artístico, produtos da mais alta qualidade, capazes de competir no mercado sem receio ou rubores, cumprindo com dignidade a sua tarefa artística e mediúnica.
    Falamos aqui de concorrer a prêmios artísticos nacionais e internacionais, assim como a subvenções governamentais e tudo que um setor artístico pode e deve realizar.
    Requer um pensamento profissional amplo, um treinamento profissional e um marketing adequado à divulgação da manifestação artística a que se propõe.
    Muitos pensarão que é difícil, mas não há dificuldade para quem quer realizar verdadeiramente. Afinal, qualquer artista do mercado está sujeito a tais dificuldades, porque com o artista espírita deve ser diferente?Só porque é espírita?
    O sucesso está disponível a todos que queiram pagar o preço da dedicação ao trabalho, com todos os envolvimentos da renuncia e do sacrifício que a arte exige.
    Vamos lembrar aqui uma experiência de um grupo de teatro francês que conheci em um festival internacional, não me lembro o local e muito menos o nome do grupo, lembro-me sim do fato que mais me impressionou — a organização do grupo. Compunha-se de um certo número de pessoas, que de acordo entre si, alugaram uma gleba de terra em uma cidadezinha da França. Cuidavam de um rebanho de cabras e comercializavam os seus produtos. Todos sabiam pastorear, ordenhar e fabricar produtos procedentes dessa atividade pecuarista. Vendiam esses produtos para sustento do grupo.
    Organizavam-se da seguinte maneira: uma parte do grupo produzia um espetáculo teatral e saiam pela França e pelo mundo mostrando a sua criação artística. A outra parte do grupo cuidava do seu negocio rural durante o dia e ensaiava um novo produto artístico ao entardecer e à noite.
    Quando o primeiro grupo voltava da sua turnê, o outro já estava perfeitamente pronto para sair, trocando-se assim de atividades.
    Viviam todos da empresa rural e os lucros eram divididos mais ou menos nas proporções relatadas anteriormente.Assim realizavam o seu anseio artístico livremente, sem a menor preocupação com temas oportunos, ou do desejo da mídia. Apresentavam simplesmente o que era da sua vontade, da sua crença e da arte em que acreditavam.
    Não estamos propondo, de forma alguma, a criação de cabras como única possibilidade de auto- sustentação dos grupos artísticos , principalmente ,os que pretendem divulgar o Evangelho do Senhor. Há sim, inúmeras atividades que podem ser empreendidas por grupos que desejam produzir a arte para a qual foram instrumentalizados pela providencia Divina. Podem começar, organizando-se em cooperativas ou empresas que produzam algo diferente da arte comercial, algo de boa qualidade que possa contribuir para auto-patrocinar a arte que se faz necessária ao povo de Deus.E isso sem ter que abrir um caminho tão difícil na mídia do momento, ao que parece, pouco disposta a cooperar com qualquer espaço que não lhe seja de interesse próprio.
    Empresariando-se, os artistas médiuns podem ser úteis ao avanço planetário realizando na sua cidade o melhor da mais nobre arte, a que acreditam, a da sua mais ampla paixão, ajudando assim a conduzir o povo de Deus para os caminhos do amor, da paz, da caridade, cooperando com a espinhosa missão de Ismael que trás na sua bandeira fincada em solo brasileiro a insígnia “Deus Cristo e Caridade”.

    Site:  Portal do Espírito