Período de Transe

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As densas névoas de natureza vibratória que pairam sobre a sociedade atual produzem um tóxico de natureza entorpecente que a quase todos os indivíduos coloca em semitranse.

Parecendo fantasmas que deambulam sem destino, as massas humanas movimentam-se atoleimadas em faixas de energia deletéria sem a capacidade de entender o que lhes está ocorrendo.

Sob um aspecto, arrastam-nas ao embalo de ruídos alucinatórios e luxúria exacerbada, ou anulam-lhes o discernimento e o bom-tom, permitindo-se quaisquer arrastamentos.

Entorpecidas pelas sensações grosseiras do primitivismo em que se situam, elegem condutas estranhas, distantes dos comportamentos do amor e da responsabilidade que a vida impõe inexoravelmente.

Arrebanhados pela força hipnótica na qual se nutrem, vivem as situações asselvajadas para atenderem falsas necessidades orgânicas, em particular as que pertencem aos instintos primários.

Mentes poderosas da Erraticidade inferior infiltraram ideias torpes nas suas redes psíquicas e não possuem energias saudáveis para arrebentar as amarras magnéticas nas quais estertoram.

Esse estágio que caracteriza a atualidade social é o fruto espúrio de comportamentos materialistas apresentados por doutrinas cínicas e existencialistas que reduzem a vida humana ao estúpido amontoado de células montadas pelo acaso.

O predomínio da natureza animal sobre a espiritual do ser tornou-o brutamonte, insensível às manifestações do amor e da solidariedade.Leia mais »

Encontros e desencontros espirituais

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Em um período tão movimentado e cheio de posicionamentos controversos, o tema nos remete à necessidade de entender os reais motivos que nos aproximam ou nos afastam daqueles que dividem a experiência reencarnatória conosco.

Estudando a lei de reencarnação, deparamos com encontros e desencontros promovidos por nossas diversas viagens aos dois lados da vida. Ora encarnados e ora desencarnados, nem sempre é possível conviver com aqueles a quem mais nos afeiçoamos, muitas vezes convivemos com irmãos semelhantes a nós, com todas as dificuldades possíveis e imagináveis.

Como entender nossa dificuldade com quem divide a responsabilidade do lar conosco, com o filho de difícil trato, com o parente que está sempre de péssimo humor e com quem aparece em nosso convívio sem muita explicação? Afinal, para que o processo reencarnatório? Por que temos que passar por experiências cujo resultado não nos parece o melhor?

Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, na questão 132, propõe esse tema à Espiritualidade Superior: Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão”…Leia mais »

Fé e Humildade

“Senhor, eu não sou digno que entres em minha casa; diz, porém, uma só palavra e o meu servo será curado.” (Mateus 8-8)

O centurião romano chega a Jesus e diz a Ele que seu servo se encontrava em casa paralítico e que sofria muito. Quem era um centurião? O centurião era o comandante de um quantitativo de homens, denominado centúria, que era uma fração da famosa legião romana. Seria nos dias de hoje, equivalente ao posto de capitão. Quem era um servo? O servo era um serviçal, na maioria das vezes escravo. Observe-se, ainda, que na época de Jesus, os judeus eram um povo dominado pelos romanos, portanto, os militares romanos eram “autoridades”, tinham poder, eram “superiores” ou, pelo menos, assim devia se sentir a maioria.

Jesus ouve o centurião, se compadece com o pedido e lhe diz que vai até sua casa para curar o seu servo. O centurião, porém, lhe diz que não há necessidade de Jesus ir até sua casa, que ele se sentia indigno da presença de Jesus em seu lar, que bastava que Jesus dissesse uma palavra que ele tinha certeza de que seu servo seria curado Jesus se admira e diz aos que o acompanhavam: “Em verdade vos digo: não achei fé tão grande em Israel.” (Mateus 8-10).

As lições de fé e humildade, neste episódio, por parte do centurião romano, merecem uma reflexão, para que esse exemplo nos toque o coração e que passemos a analisar a nossa conduta, para sabermos onde nos encontramos no caminho em busca destas virtudes.Leia mais »

A verdadeira propriedade

O que vem a sua mente quando pensa na palavra propriedade? Seria dinheiro, casa, carro, carreira profissional? Tais propriedades conquistadas nos servem de apoio quando encarnados, mas e depois que partimos para o plano espiritual? O que deixar e o que levar?

Sabemos que em um planeta de provas e expiações, como a Terra, existem provas que devemos enfrentar e estas envolvem os bens materiais. Atualmente existe uma desigualdade social considerável, o que nos faz perguntar: por que uns com tanto e outros com tão pouco?

Allan Kardec faz essa pergunta em “O Livro dos Espíritos”, na questão 814: Por que Deus deu a uns riquezas e poder e a outros a miséria?

Em resposta: Para experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que nelas, entretanto, sucumbem com frequência.Leia mais »

Liberdade com responsabilidade

Para melhor compreensão, é importante conhecer a origem etimológica das palavras liberdade e responsabilidade, derivadas do latim, libertas e respondere, que significam respectivamente, “independência” e “responder, prometer em troca”. A partir dessa definição, podemos deduzir que as duas situações devem estar sempre juntas, somente assim o homem será capaz do grande salto rumo ao progresso espiritual.

Filosoficamente a liberdade moral diz respeito à capacidade de escolher e decidir sobre os próprios atos, avaliando sempre as consequências.

O Espiritismo nos convida a pensar como estamos utilizando nosso livre arbítrio, tão decantado em nosso Movimento e tão mal entendido por alguns, vale lembrar que nas relações sociais nossa liberdade está diretamente ligada a direitos e deveres aos quais devemos sempre agir com responsabilidade, bem como as interpretações errôneas achando que podemos tudo, o Apóstolo Paulo afirmou que “tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém”, o Espiritismo apregoa a liberdade não impondo e sim expondo as ideias, levando o conhecimento que liberta, para que possamos agir em concordância com o aprendizado conquistado, essas considerações devem orientar nossa vida, refletindo diretamente em nosso comportamento nas diversas situações que ela se apresente.Leia mais »

Motivos de Resignação

É grande engano ficar imune ou indiferente e acreditar que esse tipo de posicionamento, a resignação, nos privará das influências nocivas decorrentes do contexto social na qual estamos inseridos.

Vivemos tempos difíceis, onde o mal ainda prevalece e o egoísmo ainda se faz presente de forma avassaladora, promovendo a opulência para alguns e para a maioria a miséria, a fome, a falta de emprego e saúde em clima social de completa insegurança, é triste conviver com tantas crianças e jovens marginalizados por um modelo social cruel, que não dispõe de mecanismos permanentes que possam estruturar as famílias com moradias decentes, trabalho digno e escolas eficientes em tempo integral. Associado a esse desequilíbrio, convivemos com enfermidades graves de ordem hereditária ou adquirida, problemas emocionais e psicológicos que atormentam a vida, promovendo conflitos relacionais, criando barreiras geradoras de dor e sofrimento.

Ante o exposto, como ser resignado, aceitar tudo isso, diremos que é difícil, mas não impossível.Leia mais »

Relicário Íntimo

Se sua fé for cega, você viverá como um estagnícola na escuridão, mas se sua fé for raciocinada você se movimentará, luciferamente, combatendo a treva e expulsando a imperfeição, dizendo: passa daqui para acolá! e ela passará…

Se sua fé for raciocinada, você verá que não erro, porque sou  caminho; que jamais me engano, porque Sou verdade imperecível, porque Sou a vida…

Pela fé raciocinada, você transformará a mostarda que há em você em árvore frondosa e boa. Não enterrará seus talentos na cova asfixiante do egoísmo e vislumbrará que os tempos são chegados, e com eles, as tempestades que anunciam a bonança…

Se raciocinada for sua fé, você será benevolente para com todos, porque carecerá benevolência também… Será indulgente para com as faltas alheias, porque sabe que amanhã, quem sabe, necessitará de alheia indulgência… Perdoará ofensas, porque estimará ser perdoado.

Se raciocinada for sua fé, você vai orar, como ensinei, no quarto íntimo da consciência, buscando, primeiro, as coisas de Deus, na certeza de que tudo mais lhe será acrescentado por Sua misericórdia e justiça…Leia mais »

A razão de ser do Espiritismo

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Quando o obscurantismo da fé dominava as mentes, levando-as ao fanatismo desestruturador da dignidade e do comportamento; quando a cultura, enlouquecida pelas suas conquistas no campo da ciência de laboratório, proclamava a desnecessidade de qualquer preocupação com Deus e com a alma, face à fragilidade com que se apresentavam no proscênio do mundo; quando a filosofia divagava pelas múltiplas escolas do pensamento, cada qual mais arrebatadora e irresponsável, inculcando-se como portadora da verdade que liberta o ser humano de todos os atavismos e limitações; quando a arte rompia as ligações com o clássico, o romântico e a beleza convencional, para expressar-se em formulações modernistas, impressionistas, abstracionistas, traduzindo, ora a angústia da sua geração remanescente dos atavismos e limitações do passado, ora a ansiedade por diferentes paradigmas de afirmação da realidade; quando se tornavam necessários diversos comportamentos sociais e políticos para amenizar a desgraça moral e econômica que avassalava a Humanidade; quando a religião perdia o controle sobre as consciências e tentava rearticular-se para prosseguir com os métodos medievais ultramontanos e insuportáveis; quando as luzes e as sombras se alternavam na civilização, surgiu o Espiritismo com a sua razão de ser para promover o homem e a mulher, a vida e a imortalidade, o amor e o bem a níveis dantes jamais alcançados.

Realizando uma revolução silenciosa como poucas jamais ocorridas na História, tornou-se poderosa alavanca para o soerguimento do ser humano, retirando-o do caos do materialismo a que se arrojara ou fora atirado sem a menor consideração, para que adquirisse a dignidade ética e cultural, fundamentada na identificação dos valores morais, indispensável para a identificação dos objetivos essenciais e insuperáveis da paz interna e da consciência de si mesmo durante o trânsito corporal.Leia mais »