O Outro Lado da Vida

Um discípulo procurou seu mestre e perguntou:

– Mestre, como posso saber se existe mesmo vida após a morte?

O Mestre olhou para ele e respondeu:

– Encontre-me novamente após o sol se pôr.

O discípulo, meio contrariado, esperou algumas horas, ansioso pela resposta.

Logo que o sol se pôs, o discípulo voltou à presença do mestre. Assim que o discípulo apareceu, o mestre afirmou:

– Você percebeu o que houve? O sol morreu… Continuar lendo

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Perda de Pessoas Amadas – Mortes Prematuras

Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os maismoços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte etem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva osque são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe,privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.

Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, paracompreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdênciaonde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divinapela vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vosinfligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudotem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelasencontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses setornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.

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Justiça das Reencarnações

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. – Bem- aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. – Bem- aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. – Bem- aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. – Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. – Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. – Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.) Continuar lendo

Morte ou Desencarnação?

A morte é um fenômeno natural, uma simples transição de um espaço dimensional para outro, porque, como disse Lavoisier, “nada se perde e tudo se transforma”. Para entender o fenômeno da morte será necessário saber que há um corpo que sobrevive ao fenômeno e tem recebido diferentes nomes: perispírito, psicossoma, corpo espiritual e outros.

O termo perispírito foi criado por Allan Kardec, que afirmou estar a alma envolvida por uma substância vaporosa aos nossos olhos, mas bastante grosseira nas dimensões espirituais. Quando o corpo físico morre, o perispírito se desprende e, com ele, a consciência que animava aquele corpo, por isso, nos meios espíritas, o termo utilizado para falar da morte é desencarnação, isto é, com a morte do corpo, o espírito sai da carne, mas não deixa de viver. Continuar lendo

Vidas Passadas

É possível saber o que fomos em vidas passadas?

Ensina a Doutrina Espírita que todas as vivências da alma, sejam elas positivas ou negativas, desta vida ou de outras vidas, não se perdem jamais. Ficam registradas na mente, em ordem cronológica, mas a alma mantém no consciente somente as lembranças que lhe são úteis; as demais permanecem no inconsciente, que é uma espécie de arquivo-morto, ao qual ela tem acesso quando necessário.

Ao reencarnar, a alma se submete a um processo de esquecimento, e isso ocorre por três razões principais: a primeira, para que os erros do passado ou posições de destaque, geradores de remorsos ou de vaidades, não perturbem o propósito de renovação íntima; a segunda, para que o pleno conhecimento dos desafetos e dos fatos que geraram a discórdia não dificultem o reajustamento; a terceira, para que não haja repetição de certas experiências que lhe são mais agradáveis, o que retardaria o progresso, uma vez que elas já estão incorporadas. Continuar lendo

Mortes Coletivas

Como o Espiritismo explica as mortes coletivas, em acidentes, epidemias ou em grandes catástrofes?

Quanto mais nos aprofundarmos no estudo das leis divinas, mais vamos entendendo a perfeição de Deus. Nada acontece sem que o Supremo Criador permita e sem que tenha uma utilidade ao nosso aprendizado, ainda que isso aparentemente seja um mal.

A morte tem um significado especial para a nossa alma, uma vez que é por ela que deixamos a vida na Terra e retornamos à Espiritualidade, que é o nosso mundo de origem. As circunstâncias da morte igualmente são aproveitadas em nosso favor, principalmente quando ocorre de forma violenta ou acompanhada de sofrimento. Continuar lendo

Eutanásia

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É lícito perante Deus a eutanásia?

Eutanásia significa morte serena, sem sofrimento. Tem sido realizada mediante a aplicação de substâncias que, sem dor, abreviam a vida de doentes terminais, incuráveis.

A legislação penal brasileira a proíbe, considerando-a crime de homicídio. As religiões igualmente combatem a eutanásia, e o argumento forte é o de que, sendo Deus a fonte da vida, somente Ele pode tirá-la.

Os médicos em geral são contrários a essa prática, porquanto entendem que sua missão é a de salvar vidas, a todo custo, e não a de exterminá-las. Mas vez por outra se tem notícias de médicos que usaram desse expediente às escondidas, espontaneamente ou a pedido do doente ou de seus familiares. Acham esses profissionais que estão praticando ato meritório, já que, não havendo mesmo salvação, a morte acaba com o sofrimento desnecessário do doente e até de seus parentes, que muitas vezes não têm condições financeiras de mantê-lo vivo. Continuar lendo

Reencarnação

Como é possível acreditar na Reencarnação?

Pela observação e análise dos fatos.  Vários são os argumentos que demonstram a realidade da reencarnação, mas tentaremos dar aqui os principais.

Em primeiro lugar, não podemos esquecer que Deus é justo e bom, em perfeição.  Portanto, não concede privilégios e nem permite sofrimento indevido. Continuar lendo

Mortos

Dizem que os Espíritas conversam com os Mortos.  Isso é possível?

Sim, mas não só os espíritas.  Conversar com as criaturas que retornaram à espiritualidade não é “fértil imaginação” do Espiritismo, mas realidade possível a qualquer pessoa e que existe desde a antiguidade, tanto que já na Bíblia encontramos a determinação de Moisés para que seu povo não evocasse os mortos, o que evidencia que isso era uma prática naquela época.  E, conforme narra o Evangelho, no episódio da transfiguração, Jesus conversou no alto do monte com Elias e com o próprio Moisés. Continuar lendo

Processo Desencarnatório

O desencarne sempre traz, com raríssimas exceções, alguma perturbação para o Espírito envolvido neste processo.

Os que pautaram sua conduta pelos princípios de renovação espiritual em bases evangélicas sofrem menos esta perturbação. Já nos que viveram uma vida materialista baseado no imediatismo mundano, mais forte é o desequilíbrio, visto que as impressões da vida corporal transferem-se para o plano da consciência desencarnada.

O fato a que denominamos morte, só se dá quando do rompimento do cordão fluídico que une a alma ao corpo, mas essa separação não acontece de uma forma brusca. Continuar lendo

Preparação do Espírito para o Desencarne

Os Espíritos têm afirmado a todo instante que a maior dificuldade encontrada pelo desencarnante no outro plano da vida, e a maior dificuldade encontrada pelos guias encarregados de auxiliar neste processo, é a falta de preparo do recém liberto.

E é fácil de entender o porquê. Imagine se qualquer um de nós fôssemos travar conversação com um elemento que desconhecesse o nosso idioma, e nós desconhecêssemos o dele.. Já pensaram que dificuldade? E olha que, quanto ao desencarne, a situação é bem mais complexa.

Voltando às comparações, notamos que é comum a qualquer um de nós, quando da realização de uma viagem a um país estranho, realizarmos determinada programação. Que língua é falada neste país? Como vou fazer para me comunicar com seus habitantes? Qual a temperatura que está por lá? Será que a minha vestimenta está adequada? Qual a moeda que tem valor nesta região? Como realizar o câmbio?

Estas e outras questões são levantadas por nós, antes de empreendermos viagem. Continuar lendo