Obsessão e Dívida

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Quando surgiam casos de obsessão no grupo, recorria-se, imediatamente, a Sinfrônio Lacerda.
Era ele, sem dúvida, o companheiro ideal para a situação.
Dotado de altas qualidades magnéticas, sabia orientar como ninguém.
Tratava-se, efetivamente, dum amigo generoso e bem-intencionado.
Não regateava a colaboração fraterna aos doentes, nem se inclinava a preferências individuais.
Primava pela delicadeza e pela pontualidade onde fosse convidado a contribuir para o bem.
Por sua clarividência admirável, aliada a firme disposição de servir, atingia as melhores realizações.
Especializara-se, por isso, na assistência aos obsidiados, em que obtinha verdadeiros prodígios a lhe coroarem a dedicação.
Sinfrônio, contudo, não obstante a inteireza de caráter e a bondade ativa em determinados setores do serviço, não se conduzia nas mesmas normas, diante dos desencarnados sofredores ou ignorantes.
Dispensava aos médiuns enfermos ou perseguidos o maior carinho, concentrando, porém, sobre as entidades em desequilíbrio a máxima rispidez. Leia mais »

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Quando nós mesmos somos os obsessores?

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Sabemos que espíritos obsessores podem nos prejudicar e sugar nossas energias.

No entanto, muitas vezes nós mesmos somos os obsessores das outras pessoas.

Somos os obsessores quando desejamos fazer prevalecer nossas idéias e impor nossas verdades a outrem.

Somos os obsessores quando criticamos, julgamos o condenamos o outro sem pleno conhecimento de causa.

Somos os obsessores quando temos ciúme e queremos obter a posse do outro.

Somos os obsessores quando batemos o pé e forçamos o outro a seguir a nossa vontade.

Somos os obsessores quando exigimos que o outro faça por nós algo que nos cabe fazer.

Somos os obsessores quando desejamos vencer uma discussão, instituir nossas verdades e firmar nosso ponto de vista.

Somos os obsessores quando burlamos o livre arbítrio alheio e o fazemos trilhar o caminho que nós julgamos correto.Leia mais »

Demônios: Possessão

Existe a possessão demoníaca?

Tradicionalmente, o demônio é considerado o anjo revoltado que eternamente combate a Deus e instiga o homem para o mal. O Espiritismo dá interpretação diferente. Não é compatível com a sabedoria e a bondade divinas a criação de seres para sempre voltados à maldade e à destruição. Deus não faz nenhuma distinção entre seus filhos. Cria-os todos simples e ignorantes e dá-lhes as mesmas oportunidades de alcançar a felicidade, pelo desenvolvimento da inteligência e dos sentimentos.

O demônio é simplesmente um espírito que ainda não compreende as leis divinas e, não podendo ser feliz, não quer permitir que os outros também o sejam. Pelos crimes cometidos, afundou-se tanto nas trevas que não acredita possa um dia libertar-se dela; desconhecendo os efeitos salutares do amor, apega-se à força e a emprega contra todos e tudo, imaginando com isso manter-se indene de quaisquer investidas contra si, mesmo as de Deus, cujo domínio recusa-se a admitir. Contudo, por mais que se demore no mal, a lei do progresso fará com que se arrependa e retorne ao caminho do bem.Leia mais »

Encosto

Existe mesmo aquilo que o povo chama de Encosto?

O termo é bem popular, mas tem a sua razão de ser.  Significaria a presença de um espírito junto a uma pessoa, passando a esta sensações ruins.  O fato é possível e mais comum do que se imagina.

Consideremos, primeiro, que a nossa essência é espiritual, ou seja, nós somos uma alma encarnada num corpo de carne e retornamos à espiritualidade após a morte deste.  Só não acreditam nisso os materialistas.  As religiões divergem apenas nos detalhes.Leia mais »

Obsessão

Do latim, obsessione, a palavra obsessão significa: impertinência, perseguição, vexação; Preocupação com determinada idéia, que domina doentiamente o espírito, e resultante ou não de sentimentos recalcados; idéia fixa; mania.

Normalmente o termo obsessão é usado como significado de idéia fixa em alguma coisa, como a definir um estado mental doentio.

Após a Codificação Espírita, esta palavra ganhou um significado mais profundo:

A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta-se caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.Leia mais »

Obsessão: Causas, Consequências e Tratamento

A obsessão é o domínio que alguns Espíritos inferiores logram adquirir sobre outros Espíritos, que se opera por meio da sintonia mental ou influência magnética, em que os fluidos perispirituais exercem papel fundamental.

É um fenômeno que, graças à conscientização de alguns psiquiatras espíritas, vem sendo estudado nos meios acadêmicos, facultando os diagnósticos e os tratamentos de certas enfermidades psíquicas, porém, ainda há muita ignorância no meio científico, razão pela qual, mesmo na atualidade, pessoas são internadas como se fossem loucas, quando não passam de obsidiadas.  Precisam também de tratamento espiritual, sem que o terminam enlouquecendo de fato.

A obsessão apresenta surtos epidêmicos que vêm se acentuando nos últimos tempos, em que “[…] A mente humana abre-se, cada vez mais, para o contato com as expressões invisíveis”, e em que a Humanidade experimenta os efeitos da transição para o mundo de regeneração.  A violência é o sintoma mais declarado dessa epidemia obsessiva que ronda a Humanidade, não só a violência coletiva, via de regra açulada pelo comportamento de massa, mas também a violência individual e também aquela que ocorre na intimidade das famílias ou mesmo nos locais públicos.

A obsessão, alçada à categoria de expiação, funciona também como prova, com vistas ao despertamento do Espírito para novos valores morais.  Todos estamos sujeitos a ela, sejamos ou não espíritas, sejamos ou não médiuns ostensivos.  As obsessões, classificadas por Kardec como simples, fascinação e subjugação, sempre existiram, nominadas, em o Novo Testamento, como “possessão”.Leia mais »

>Reunião de Desobsessão

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Há de ser cautela na organização de uma tarefa ligada à desobsessão. Para tanto, o grupo necessita estar bem estruturado, com um tempo mais ou menos longo de convivência entre os seus componentes. O estudo sério e metódico deve anteceder toda prática mediúnica.

A reunião de desobsessão tanto pode ser útil ao equilíbrio do grupo quanto nociva à sua harmonização.

Existem casas espíritas que começam a se desarticular a partir da reunião mediúnica mal orientada, onde predomina o personalismo dos médiuns e de seus dirigentes.

Convém lembrarmos que os desencarnados apenas agem quando encontram campo de atuação. Os obsessores não podem ser responsabilizados diretamente pela desorganização que impera num trabalho de natureza mediúnica.

Os integrantes de uma casa espírita não devem ser afoitos na instalação de uma reunião de enfermagem espiritual aos desencarnados. Semelhante atividade, para ser levada a efeito de maneira proveitosa, carece de recolhimento e seriedade.

Quanto mais o médium se apague, mais a luz da mediunidade nele resplandecerá!

Infelizmente, companheiros existem que, mal informados, direcionam as tarefas mediúnicas que promovem no sentido de atender os seus caprichos – digamos,promovem uma sessão de desobsessão particular, com o intuito de abordarem o Mundo Espiritual com os seus questionamentos pessoais.

Na reunião de desobsessão é onde o espírita tem a oportunidade de praticar a mais legítima caridade nada de indagações ao espírito comunicante, exigindo provas de autencidade, nada de perguntar a ele sobre a vida de outros confrades, valendo-se da oportunidade para saber de terceiros mais do que deve…

A tarefa mediúnica necessita de ordem, disciplina, sinceridade de propósitos. Se a intenção dos médiuns não for boa, breve estarão a mercê de espíritos que os fascinem, mostrando-se completamente refratários às orientações que recebam em advertência.

Atividades mediúnicas sérias solicitam especialização, ou seja: em alguns tem os espíritas, a reunião de assistência espiritual aos desencarnados mistura-se às chamadas reuniões de cura ou, ainda, dedica-se, registrando a palavras dos espíritos, a solucionar problemas de ordem interna. A reunião de desobsessão é organizada com o propósito de auxiliar no esclarecimento dos espíritos infelizes, ainda apegados a questões materiais, e não para submeter as entidades comunicantes a injustificável interrogatório.

Quando a reunião não tem bases sólidas, dá margem a inúmeras mistificações, ensejando que medianeiros desavisados tomem este ou aquele partido.

A faculdade mediúnica não pode ser direcionada para o interesse particular de quem quer que seja incluindo o do medianeiro. Quando tal acontece, ela perde o que lhe confere maior credibilidade a espontaneidade.

Somos, pois, de opinião que a casa espírita não deve priorizar atividades mediúnicas, em detrimento das tarefas doutrinárias de esclarecimento público, mesmo porque as reuniões consagradas ao estudo da Doutrina se constituem em genuínas sessões de desobsessão, pois obram com base na evangelização de encarnados e desencarnados.

A obsessão é um envolvimento psíquico – o que o obsidiado escuta, o obsessor registra. Ninguém sai de um processo obsessivo, sem que se decida pela reforma interior. Não adianta afastar o verdugo da vítima, sem que a vítima tome a decisão de romper com o verdugo!

Livro: Conversando com os Médiuns

Pelo Espírito de: Odilon Fernandes.

Psicografado por: Carlos A. Baccelli.

“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve, pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec

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Grupo de Estudos Allan Kardec