Codificação Espírita

 Obras Básicas

Para a orientação dos seguidores do Espiritismo, Allan Kardec editou cinco livros básicos, conhecidos como Pentateuco Kardequiano. São eles: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Neles, reuniu os ensinamentos da Espiritualidade superior, analisando-os e codificando-os, de forma a ficarem claros e interessantes.
  1. O Livro dos Espíritos (1857): É uma obra de caráter filosófico, que procura explicar de forma racional o porquê da vida. Divide-se em quatro tópicos: “As causas primárias”; “Mundo espírita ou dos Espíritos”; “As leis morais”; e “Esperanças e consolações”. É tido como a espinha dorsal do Espiritismo, pois todas as outras obras partem de seus princípios.
  2. O Livro dos Médiuns (1861): Orienta a conduta prática das pessoas que exercem a função de intermediar o mundo espiritual com o material. Mostra aos médiuns os inconvenientes da mediunidade, suas virtudes e os perigos provindos de uma faculdade descontrolada. Ensina a forma de se obter contatos proveitosos e edificantes junto à Espiritualidade. A obra demonstra ainda as consequências morais e filosóficas decorrentes das relações entre o invisível e o visível.
  3. O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864): Trata-se da parte moral e religiosa da Doutrina Espírita. Ensina a teoria e a prática do Cristianismo, através de comentários sobre as principais passagens da vida de Jesus, feitos por Allan Kardec e pelos Espíritos superiores. Mostra que as parábolas existentes no Evangelho, que aos olhos humanos parecem fantasias, na verdade exprimem o mais profundo código de conduta moral de que se tem notícia.
  4. O Céu e o Inferno (1865): Neste livro, através da evocação dos Espíritos, Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado “céu”, do temido “inferno”, como também do chamado “purgatório”. Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no Universo evolui e que as teorias sobre o sofrimento no fogo do inferno nada mais são do que uma ilusão. Comunicações de Espíritos desencarnados, de cultura e hábitos diversos, são analisadas e comentadas pelo Codificador, mostrando a situação de felicidade, de arrependimento ou sofrimento dos que habitam o mundo espiritual.
  5. A Gênese (1868): Este livro é um estudo a respeito de como foi criado o mundo, como apareceram as criaturas e como é o Universo em suas faces material e espiritual. É a parte científica da Doutrina Espírita. Explica a Criação, colocando Ciência e Religião face a face. A Gênesis bíblica é estudada e vista como uma realidade científica, disfarçada por alegorias e lendas.  Os sete dias narrados nas Escrituras Sagradas são mostrados como o tempo que o Criador teria gasto com a formação do Universo e da Terra; eras geológicas, que seguem a ordem cronológica comprovada pela Ciência em suas pesquisas.  Os “milagres”, realizados por Jesus, são explicados como sendo produto da modificação dos elementos da natureza, sob a ação de sua poderosa mediunidade.

Obras Complementares

  1. A Prece segundo o Evangelho (1865):  Mais do que uma simples coletânea de preces, este livro reúne o conteúdo dos capítulos 25 a 28 de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, analisando e detalhando a prece em seus diversos aspectos: qualidade, eficácia, ação e inteligibilidade, bem como a felicidade, a paz de espírito e a serenidade que a oração às criaturas
    que buscam contato com o Criados.
    A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com Deus. O Espiritismo torna inteligíveis os seus efeitos, demonstrando a sua ação direta e efetiva.
    Contém, ainda, instruções mediúnicas do próprio Kardec, ditadas em 1889, sob o título “Instruções de Allan Kardec aos espíritas do Brasil”.
  2. Conselhos, Reflexões e Máximas de Allan Kardec:  Esta pequena obra é a reunião de algumas das passagens mais significativas dos numerosos artigos que Allan Kardec publicou na Revista Espírita de 1858 a 1869; esse trabalho, divulgado pelo Centro Espírita Lionnais Allan Kardec, na França, tem o objetivo de nos recordar alguns dos princípios filosóficos que frequentemente o mestre gostava de frisar.
  3. Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas:  Esta é, possivelmente, a obra menos conhecida de Kardec: um manual dedicado aos médiuns. Lançada em 1858, ela serviu como uma espécie de “versão prévia” da obra definitiva “O Livro dos Médiuns”, que a substituiria, segundo as palavras de Kardec.
    Todavia, o francês Jean Meyer publicou novamente estas Instruções em 1923. E no mesmo ano Cairbar Schutel traduziu-as para o leitor brasileiro. Ambos, Meyer e Cairbar, perceberam não só o grande valor histórico deste pequeno livro, mas também a importância do seu compacto e precioso vocabulário espírita – cerca de 160 verbetes –, que foi, nos parece, a primeira tentativa nesse sentido, realizada pelo próprio Codificador.
    Instruções Práticas deve, portanto, ser conhecida pelo leitor espírita, por ser um dos importantes documentos históricos que marcaram o início do Movimento Espírita, além de ser de grande utilidade o seu vocabulário espírita como fonte de consulta.
  4. O Espiritismo em sua mais simples Expressão:  Com o intuito de popularizar o Espiritismo e tomar mais fácil e ágil a sua divulgação, Allan Kardec, sem prejuízo das obras básicas da Doutrina Espírita, redigiu uma série de folhetos e os distribuiu por toda a França, em valores bastante acessíveis à
    população interessada. Alguns deles tiveram várias edições e alcançaram expressivo sucesso, continuando a ser reeditados mesmo após a desencarnação do Codificador.  Dentre os mais conhecidos figuram: “O Espiritismo em sua mais simples Expressão” e “Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas”.
    Em resumo, esses opúsculos tiveram o objetivo de fornecer aos interessados alguns dos conceitos fundamentais do Espiritismo, de forma compacta, de leitura simples e objetiva.
  5. O Principiante Espírita (parte da obra “O que é o Espiritismo”):  Este livro, publicado pela Editora Pensamento, é uma reprodução parcial (capítulos II e III) da obra “O que é o Espiritismo”. Seu conteúdo, portanto, já se acha integralmente contido nesta última obra, no que se refere aos textos de Allan Kardec (vide sinopse da obra “O que é o Espiritismo”). Não obstante a importância do esclarecimento, nenhuma informação é fornecida pela editora nesse sentido.
    Como texto adicional, a obra contém uma biografia de Allan Kardec, elaborada por Júlio Abreu Filho.
  6. O que é o Espiritismo:  Esta obra encerra, de forma compacta, uma introdução aos conceitos do Espiritismo e ao conhecimento do mundo invisível, um resumo da Doutrina Espírita, além de esclarecimentos em relação às principais dúvidas e objeções mais comuns que se levantam em relação à Doutrina Espírita.
    Divide-se em 3 capítulos: o primeiro, sob a forma de diálogos com um crítico, um céptico e um padre, traz respostas àqueles que desconhecem os princípios básicos da Doutrina, bem como apropriadas refutações aos seus contraditores; o segundo capítulo expõe partes da ciência prática e experimental, caracterizando-se como um resumo de “O Livro dos Médiuns”; no terceiro capítulo é publicado o resumo de “O Livro dos Espíritos”, com a solução, apontada pela Doutrina Espírita, de problemas de ordem psicológica, moral e filosófica.
    O volume inclui também a biografia de Allan Kardec, por Henri Sausse.
  7. Obras Póstumas:  Obra publicada após a desencarnação de Allan Kardec, apresenta, inicialmente, uma biografia do Codificador, seguida do discurso pronunciado por Camille Flammarion junto ao túmulo de Kardec quando do sepultamento do seu corpo físico.
    Reunindo importantes registros deixados por Allan Kardec, acerca de pontos doutrinários e fundamentais do Espiritismo, divide-se este trabalho em duas grandes partes: a primeira aborda assuntos como: caráter e conseqüências religiosas das manifestações dos Espíritos, as cinco alternativas da Humanidade, questões e problemas, as expiações coletivas, liberdade, igualdade e fraternidade, música espírita, a morte espiritual, a vida futura; a segunda parte inclui apontamentos em torno da iniciação espírita e o roteiro missionário de Kardec, assim como uma “exposição de motivos”, apresentada na “Constituição do Espiritismo”, como precioso legado do mestre lionês às sociedades espíritas do futuro.
  8. Revista Espírita (doze volumes anuais – 1858 a 1869):  Periódico mensal, a “Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos” foi publicada, sob a responsabilidade direta de Allan Kardec, no período de janeiro de 1858 a março de 1869, ano de sua desencarnação, passando, a partir de então, a ser administrada pelos seus continuadores até os nossos dias. Os exemplares referentes aos anos de 1858 a 1869 foram editados em língua portuguesa, agrupados em doze volumes anuais.
    Esta importante revista foi utilizada por Allan Kardec como uma espécie de tribuna livre, na qual sondava a reação dos homens e a impressão dos Espíritos acerca de determinados assuntos, ainda hipotéticos ou mal compreendidos, enquanto lhes aguardava a confirmação, através do critério da concordância e da universalidade do ensino dos Espíritos.
    Inúmeros capítulos dos livros básicos da Codificação, na íntegra ou com pequenas modificações, vieram à luz por meio da “Revista Espírita”. Através de suas páginas admiráveis desfilam os assuntos mais diversos, desde a fenomenologia mediúnica nos seus variados matizes, até as dissertações da mais pura moral evangélica, a vida no mundo espiritual, a sorte futura reservada aos que praticam e aos que não praticam o bem, a justiça da reencarnação, a bondade e a misericórdia divinas, enfim, os princípios fundamentais em que se assenta o Espiritismo.
  9. Viagem Espírita em 1862:  Esta obra é o relato da viagem realizada pelo Codificador no ano de 1862, que o levou a mais de vinte cidades, nas quais presidiu aproximadamente 50 reuniões organizadas pelas entidades espíritas das localidades visitadas.
    Para Kardec essa viagem teve a finalidade de avaliar a situação em que se encontrava a Doutrina Espírita e levar ao conhecimento geral as orientações necessárias aos organizadores dos diferentes Centros.
    Nos três discursos pronunciados por Kardec, em Lyon e Bordeaux, foram feitas valiosas considerações sobre a conduta dos espíritas, as atividades dos grupos e importantes temas que envolvem os adeptos.
    O Codificador oferece também instruções particulares aos grupos em resposta a diversas questões propostas e, por fim, um Projeto de Regulamento para o uso de grupos e pequenas Sociedades Espíritas.
Site:  Espiritismo para Iniciantes
3º Módulo:  Origem da Doutrina Espírita
Organização e Divulgação
Autores Espíritas Clássicos
www.autoresespiritasclassicos.com

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