Humildade e Orgulho

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O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos.  E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca:  as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida:  a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento.  Nada mais possuindo senão isso chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas.  Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.

O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição.  Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer.  Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.

Orgulho:

O orgulho é um dos piores flagelos da humanidade, juntamente com o egoísmo. Esses dois grandes flagelos são a causa primeira de todas as coisas ruins que acontecem ao redor da terra.

Do orgulho nasce a vaidade, a autopiedade, a lamúria, a revolta, a raiva, o ódio, o rancor, o ressentimento e muitas outras coisas ruins. Então vamos ver o que é e como funciona esse tal de orgulho.

Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32). A verdade nos liberta da ilusão provocada por nossas imperfeições morais, cujo orgulho é o principal.

O orgulho cria ilusões e nos faz ver o mundo de forma equivocada. E a gente começa a negar a nós mesmos para agradarmos aos outros e sermos aceitos.

Sabe por que muitas vezes nos desiludimos; nos decepcionamos? Porque criamos expectativas acerca de determinada pessoa, coisa ou situação.

André Luiz nos ensina que não devemos elevar ninguém à angelitude, por mais legal e bacana que a pessoa possa ser. Mas também não devemos rebaixá-la à categoria de perverso, cruel e mal.

O orgulho também cria ilusões sobre nós mesmos. O orgulho quer nos fazer acreditar que somos os melhores, os capazes,… E quando erramos alguma coisa, muitas vezes nos depreciamos.

O orgulho e a humildade são estados psíquicos em que nos encontramos. A maneira como vemos e encaramos a vida pode determinar em qual estado estamos.

No estado de orgulho a ilusão domina, vivemos de aparências, mentiras, queremos ser os melhores e os perfeitos em tudo,…

O orgulhoso vive ansioso, tenso, triste, angustiado, revoltado, faz tipo, representa personagens, adapta-se aos outros, prende-se ao passado e ao futuro sem viver o presente. Cobra-se, desculpa-se e justifica-se o tempo todo. Não crê em si mesmo e se auto abandona.

Devido a todos os malefícios que o orgulho causa na evolução espiritual do homem, Jesus Cristo combateu duramente através dos seus ensinamentos (contendo parábolas com fatos do cotidiano das pessoas) o orgulho, e entre outros sentimentos inferiores tais como:  a vaidade, a presunção, a petulância, etc.

Humildade:

Já a humildade é um estado de sintonia com nossa alma; com nosso “eu superior”. Na alma estão nossas capacidades, potencialidades, sentimentos reais e riquezas. O humilde reconhece quem realmente é; assume-se por completo.

Na medida em que o Espírito evolui, compreende que não é superior aos demais, como também que lhe é prejudicial querer parecer o que não é.  No decorrer dessa evolução, vão resplandecendo as outras virtudes:  a simplicidade, a sinceridade, a modéstia, a mansidão, etc.

No estado de humildade nos sentimos felizes, alegres, de bem com a vida, temos sensação de bem-estar e prazer. Entramos em sintonia com as forças superiores, somos sustentados pelo bem, ficamos cheios de vida; de energia.

Mas é preciso coragem para ser humilde; para assumir-se por inteiro, confrontar-se com as próprias imperfeições, fraquezas e limitações.

No estado de humildade analisamos nossas imperfeições, fraquezas e limitações tal como dedicado médico analisa os sintomas de uma doença e recomenda os devidos remédios e tratamentos. Já o orgulhoso trata essas coisas como um juiz que absolve ou condena um réu.

Jesus exaltou a humildade como condição para se poder entrar no Reino dos Céus, porque é em estado de humildade que criamos o céu em nossas vidas e na vida das pessoas a nossa volta.

 

Em estado de humildade entramos no Reino dos Céus que está dentro de nós, como ensinou Jesus (João 17:21).

O estado de humildade nos faz sermos aquilo que realmente somos: espíritos em constante progresso, com qualidades e imperfeições.

Paulo, o apóstolo dos gentios, escreveu à igreja de Corinto que Deus escolheu as coisas fracas, pobres, insignificantes e pequenas desse mundo para anular o orgulho daqueles que se acham alguma coisa. (I Coríntios 1:27 e 28).

Deus escolheu os humildes pelo fato deles serem mais dóceis a sua voz e a sua vontade. São mais dóceis em cumprir a lei de amor ensinada por Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. (João 15:12).

Verdadeira e Falsa Humildade:

Também existe a falsa humildade que consiste em menosprezar-se, rebaixar-se como “coitadinho”. É recusar fazer alguma coisa por se achar incapaz e por não se achar digno de nada.

A verdadeira humildade é mais lúcida, isto é, sabe de suas imperfeições mas confia na Divina Misericórdia em seu favor.

O Humilhado será Exaltado:

Jesus disse que quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado. Isto é: quem vive em estado de orgulho vai sofrer pra caramba e quem vive em estado de humildade; de sintonia com seu “eu superior” será feliz.

O estado de humildade nos deixa em sintonia com as forças e energias superiores: amor, paz, alegria, felicidade, bem-estar, ternura, carinho, amizade e uma infinidade de outras forças (virtudes) superiores.

Nesse estado podemos analisar as coisas com bom senso, lógica e raciocínio. Há equilíbrio emocional.

Já o estado de orgulho nos deixa em sintonia com as forças inferiores: medo, angústia, ansiedade, tristeza, ódio, raiva, ressentimento e uma infinidade de coisas ruins.

Expositora:  ROSANE MERAT

Centro Espírita Trabalhadores de Jesus – Venda das Pedras – Itaboraí – RJ                                    Data:  09 de março de 2017

 

Referências Bibliográficas

KARDEC, Allan — O Evangelho Segundo o Espiritismo — Capítulo 07:  Bem aventurados os Pobres de Espírito, item 11:  Orgulho e Humildade, Edição:  125, Editora:  FEB (Federação Espírita Brasileira), Rio de Janeiro/2006.

AGUAROD, Angel – Grandes e Pequenos Problemas – Capítulo 05:  O Problema da Submissão, Páginas:  107 até 131, 5ª Edição, Editora:  FEB (Federação Espírita Brasileira), Brasília-DF/1992.

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