O Crime de Jesus

Então disse Pilatos aos principais sacerdotes e à multidão:  Não acho culpa alguma neste homem.  Mas eles insistiam ainda mais, dizendo:  Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui em Jerusalém.”  (Evangelho)

Segundo o juízo do mundo, Jesus foi um criminoso.  Como tal, instauraram processo contra ele; arrastaram-no à barra dos tribunais, onde, após sumário julgamento, foi condenado e justiçado entre ladrões.

Onde há criminoso, há crime e há vítima.  Jesus, neste caso, é o criminoso.  Qual o seu crime?  Onde a vítima ou as vítimas do fato delituoso que lhe imputaram?Leia mais »

Últimos que serão Primeiros

O valor de nossos feitos não está nas proporções vultosas desses feitos. Deus não olha para o volume, nem para a quantidade, mas para a qualidade.  Ele não quer o muito, quer o bom, quer o melhor.  É preferível, pois, o pouco bom, ao muito regular.

Nossas obras devem ser feitas com alegria e singeleza de coração, sem tédio nem cansaço, sem intenção reservada.  A virtude exclui cálculos de qualquer espécie.  Todo o bem que fazemos importa no cumprimento dum dever contraído.  “Fazei tudo que puderdes e dizei depois:  somos servos inúteis, fizemos somente o que devíamos” – tal é a palavra do Evangelho.Leia mais »

Renovemos nossa Mente

“O homem bom tira coisas boas do bom tesouro de seu coração; e o homem mau tira coisas más do mau tesouro de seu coração.”  (Evangelho)

Coração, no caso vertente, não é o órgão que exerce as funções de uma bomba impelindo o sangue na irrigação geral do nosso corpo.

Trata-se da natureza dos pensamentos e dos sentimentos que nosso espírito irradia, isto é:  do estado de nossa mente; das visões, das imagens que cria e desenvolve; do modo e da maneira com que ela discerne e ajuíza de tudo que vemos, de tudo que cai sob o domínio da nossa percepção.Leia mais »

Porque malsinar o mundo?

“De tal sorte amou Deus o mundo que lhe deu seu Filho unigênito, para que todo nele crê, não pereça, mas tenha vida eterna.”  (Evangelho)

É costume vituperar-se o mundo, cobri-lo de vilepêndios e doestos, atribuindo-lhe a origem de todos os males que nos afetam.  Tal vezo, aliás comuníssimo mesmo entre os adeptos do Espiritismo, deve ser abolido.

O mundo não é responsável pelas nossas vicissitudes.  O mal não vem dele, nem da vida terrena.  A lágrima que nos sulca o rosto; os vincos que nos assinalam as faces; a mágoa que nos confrange; a dor, em suma, sob seus aspectos multiformes, são o efeito duma causa que está em nós mesmos, e não no planeta que habitamos.  É do nosso interior que vêm os maus pensamentos, o adultério, a cobiça, a avareza, a impudicícia, o ódio, o egoísmo.  Tal a causa verdadeira dos sofrimentos e flagelos que assediam a Humanidade.Leia mais »

O Céu de Jesus

O Cristianismo diverge de todas as demais religiões.  É fruto de uma revelação contínua, progressiva, eclética, enquanto as outras são concepções humanas, cristalizadas em postulados e fórmulas, cujo valor e prestígio refulgem em dada época, esmaecendo e ofuscando-se depois, à medida que a razão humana vai firmando o seu império.

Jesus é a luz do mundo.  O Cristianismo é um sol que não tem ocaso; acompanha a Humanidade em sua evolução, cujo surto, através dos séculos, determina, regula e promove, mantendo o espírito do homem em constante novidade de vida.Leia mais »

Nosso Altar Íntimo

“Temos um altar.” Paulo – Hebreus 13:10

Ao longo de nossas encarnações construímos altares com ou sem requinte, com diversos tipos de material:  mármore, madeira, ouro, adornados com variados perfumes, flores e preciosidades múltiplas.  Quase todos de conformidade com os poderes aquisitivos daqueles que o desejavam utilizar, muitas vezes, para exibir o poder temporal através da condição pecuniária, esquecendo-se de que seu fim maior está no despertamento da consciência para ampliação e solidificação da fé na existência real – a espiritual.  Daí Paulo discorrer sobre a necessidade maior de construirmos nosso altar íntimo.Leia mais »